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TU Delft e BE-Basic abrem representação no Brasil

Publicado em 21 novembro 2012

Com o descerramento de uma placa de inauguração de mármore, o príncipe herdeiro da Holanda Willem-Alexander inaugurou hoje, dia 21 de novembro de 2012, a representação da Universidade Técnica holandesa, TU Delft, e a BE-Basic, no Brasil. A cerimônia teve lugar durante um seminário sobre a Economia Biobased, organizado pelo Ministério de Assuntos econômicos, agricultura e inovação, e faz parte da visita oficial do casal real holandês. "The transformation towards a bio-based economy is imperative to sustain life and development on this busy planet. But it also offers great opportunities for business and industry. And it opens up new horizons for science and technology worldwide," declara Willem-Alexander. "From Campinas, they [Delft University of Technology and BE-Basic] can start new, productive partnerships extending throughout Brazil."

"O desenvolvimento de uma Economia Biobased sustentável é no interesse de todos. A Holanda tem uma forte indústria química e energética e as empresas querem muito começar a utilizar métodos de produção sustentável. O Brasil tem muito conhecimento e experiência com a produção em grande escala de bioetanol e de alimentos. Através de uma representação permanente, a cooperação será mais intensiva, visando uma inovação biobased para a energia e os produtos químicos sustentáveis", declara Luuk van der Wielen, professor de Biobased Economy da TU Delft e Presidente do Conselho Diretivo da BE-Basic.

O Brasil na linha de frente

Em uma economia biobased, os combustíveis, materiais e produtos químicos não são extraídos de matérias-primas fósseis, mas de matérias-primas renováveis. As reservas cada vez mais escassas de matérias-primas fósseis, os aumentos dos preços do petróleo e as mudanças climáticas, tornam importante a transição para uma economia biobased. Nos últimos trinta anos, o Brasil avançou muito na criação de uma economia deste tipo. No Brasil, por exemplo, é possível abastecer-se de etanol, do qual o país é um dos maiores produtores do mundo. Além disso, o Brasil investe fortemente em ciências e, a título de exemplo, pretende distribuir até 2014 75.000 bolsas de estudo internacionais.

Reforçar a cooperação

"A abertura desta representação é uma consequência lógica de toda a intensa colaboração realizada, e cabe dentro da estratégia da TU Delft", afirma Dirk Jan van den Berg, Presidente do Conselho de Administração da Reitoria da Universidade de Delft. "Tal como a China, onde a TU Delft abriu três centros de investigação novos na semana passada, o Brasil investe muito em investigação e ensino. A colaboração entre os cientistas de Delft e do Brasil já existe há alguns anos e tem tido muito êxito. A presença no Brasil desta representação irá fortalecer e aumentar esta colaboração."

A BE-Basic e a TU Delft já estabeleceram várias parcerias, entre as quais com a Universidade de Campinas, UNICAMP, o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol, CTBE e a federação de indústrias, FIESP. Outras parcerias estão sendo preparadas. Em 2010 foi iniciado um programa conjunto de investigação entre Holanda e Brasil, da BE-Basic e do Programa Bioenergia da FAPESP (a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), no valor de oito milhões de dólares. 

Uma situação em que todos ganham

As instalações da TU Delft e da BE-Basic encontram-se em Campinas, uma cidade onde se concentram muitas indústrias químicas e centros de conhecimento. "Uma transição sustentável para uma economia biobased é um desafio global que requer novas formas de inovação e colaboração", segundo a professora de Biotecnologia e Sociedade, Patricia Osseweijer. "As empresas holandesas respondem a este desafio, desenvolvendo o reprocessamento sustentável de biomassa, em produtos químicos, materiais e combustíveis, juntamente com parceiros brasileiros. E essa é uma situação em que tanto o Brasil como a Holanda tem a ganhar." É mais prudente procurar a colaboração com países que produzem materiais renováveis do que limitar-se a importar biocombustíveis e biomateriais. "Desenvolver junto implica em uma segurança, propriedade e responsabilidade mútuas", segundo Osseweijer. Ela espera que a representação ora inaugurada crescerá nos próximos anos, se tornando um centro de empreendedorismo, com investigadores brasileiros, holandeses, estudantes e parceiros industriais.

Sustentabilidade

A sustentabilidade é um ponto de partida importante para a BE-Basic e a TU Delft, e logicamente também o será nesta atividade brasileira. Juntos visam o aumento da sustentabilidade econômica e ecológica de toda a gama: alimentos, produtos químicos, materiais, combustíveis para transportes e energia. Um exemplo é o desenvolvimento de biocombustíveis de segunda geração, obtidos de resíduos agrícolas das plantações de cana de açúcar. "Com este empenho para um uso ponderado da terra, e das tecnologias sustentáveis, aumentamos tanto a sustentabilidade da produção de alimentos como a dos produtos químicos e energia.", segundo Van der Wielen.

http://tudelft.nl/en/current/latest-news/article/detail/tu-delft-en-be-basic-openen-kantoor-in-brazilie/