Notícia

Gazeta de Ribeirão online

Tropa para o ambiente

Publicado em 20 março 2009

O Ministério Público (MP) Estadual instituiu neste ano um órgão especializado em proteção ambiental, o Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema). Com seis núcleos de atuação direta, sendo um deles em Ribeirão Preto, o setor deve identificar e punir atividades causadoras de degradação em as áreas consideradas prioritárias pelo projeto Biota, da Fundação de Auxílio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Discutido desde setembro, o Gaema foi normatizado em janeiro e estabeleceu metas gerais e regionais. No núcleo de Ribeirão, que representará a Bacia Hidrográfica do Pardo, o foco deve ser a ocupação do solo pela cana, a falta de saneamento e a proteção de áreas de proteção permanentes (APPs).

No município, de forma específica, serão acompanhadas as reservas da Mata de Santa Tereza (Estação Ecológica Ribeirão Preto) e do Parque Municipal Morro do São Bento, além da qualidade água do Ribeirão Preto. Os promotores Marcelo Goulart, de Ribeirão, e Cláudio Morelli, de Santa Rosa do Viterbo, serão os responsáveis pelo Gaema da regional. Ontem, Goulart não quis falar sobre o grupo e disse apenas que haverá uma reunião na segunda para apresentação das diretrizes, que já estariam prontas, e que o trabalho não será feito por meio de parcerias com outras instituições, como a Polícia Militar Ambiental. “Só vou tornar isso público na semana que vem”, afirmou Goulart. Morelli não foi encontrado para comentar a questão.

Para o presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema) de Ribeirão, José Carlos Nóbrega, o Gaema regulamentou as obrigações que já são exercidas pelo MP. “Não tivemos contato direto (com o Gaema), mas sabemos do andamento e vamos tentar estreitar o relacionamento, pois atuamos no mesmo local.”

Já o presidente da Associação Cultural e Ecológica Pau-Brasil, Manoel Ferreira, disse que o órgão irá beneficiar principalmente cidades menores. “Para Ribeirão, que já tem promotores do Meio Ambiente, vai mudar pouco, mas no Estado, em geral, vai ser muito bom.”