Modificações já podem ser observadas, principalmente em bebês do sexo masculino, nos primeiros dois meses de vida
Os traumas de uma infância difícil vivenciada por algumas mães — como negligência ou violência física, psíquica e sexual — podem refletir no , segundo um estudo do Instituto Nacional de Saúde americano, com apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
Os pesquisadores acompanharam 352 pares de recém-nascidos e suas mães na cidade de Guarulhos e São Paulo, todas gestações de baixo risco, bebês nascidos a termo e sem histórico de hospitalização. A análise indicou alterações precoces no metabolismo das crianças, principalmente em meninos, logo nos primeiros dois meses de vida.
Em entrevista ao , Andrea Jackowski, pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo, explicou que uma das hipóteses é que a transmissão ocorreu durante o período gestacional, no qual as mães com maiores adversidades têm níveis mais altos de hormônios, como o cortisol — estes podem cruzar a placenta e afetar o desenvolvimento do feto.
“O resultado ainda é bastante precoce e não determina, necessariamente, um no futuro. Esses bebês estão sendo seguidos e estamos observando se esse ganho de peso vai se manter até os 24 meses para poder pensar em possíveis estratégias”, completa.