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Tomógrafo da FMUSP monitora pulmões de pacientes em UTI

Publicado em 10 dezembro 2008

A Faculdade de Medicina da USP lança no dia 18 de dezembro, às 13 horas, a Tomografia de Impedância Elétrica (TIE), desenvolvida pelo Laboratório de Pneumologia Experimental da FMUSP em conjunto com a Escola Politécnica da USP e o Instituto de Matemática Aplicada da USP. Nos últimos quatro anos, o projeto contou ainda com a colaboração da empresa DIXTAL Biomédica, especializada em equipamentos médico-hospitalares.

A TIE é uma tecnologia inovadora, que utiliza correntes elétricas de baixa intensidade e alta freqüência através do corpo humano, destinada a monitorar os pulmões e reduzir os dados causados pela ventilação artificial. Inédito no mundo, o equipamento já vinha sendo usado desde 2006, em caráter experimental, por pacientes da UTI respiratória do Hospital das Clínicas-FMUSP e do Instituto do Coração (InCor). A partir de agora, ele será comercializado em pequena escala para centros de pesquisa e de excelência.

O tomógrafo ajuda o médico a monitorar, em tempo real, a condição dos pulmões enquanto o paciente é submetido à respiração artificial, possibilitando ao profissional controlar adequadamente o volume, a pressão e o fluxo do ar injetado. Dessa forma, é possível diminuir os riscos de lesão pulmonar provocada por uma má distribuição do ar. O monitoramento é feito por meio de uma cinta com 32 eletrodos, colocada no tórax do paciente e ligada a um monitor, que mostra as reações do órgão através de imagens captadas pela emissão de pulsos elétricos. A TIE também é utilizada para detectar pneumotórax e analisar perfusão pulmonar.  

Segundo o Prof. Dr. Marcelo Britto Passos Amato, responsável pelo Laboratório de Pneumologia Experimental da FMUSP, que coordenou as pesquisas para o desenvolvimento da TIE, o principal objetivo dessa nova tecnologia é tentar reduzir a mortalidade de pacientes em UTI provocada por complicações induzidas pela própria ventilação artificial. “Cerca de 40% dos pacientes da UTI são submetidos à respiração artificial, e 40% deles morrem devido a complicações ocasionadas pela ventilação mecânica. Nossa meta é reduzir esse índice. Já tivemos essa comprovação em estudo experimental com porcos. Agora precisamos testá-la em humanos”, analisa Amato.

Foram necessários 10 anos para se chegar ao protótipo final do tomógrafo, que passou por seis versões. O projeto, financiado pela Fapesp e Finep, teve a participação de engenheiros elétricos, bioengenheiros, programadores, matemáticos e médicos. Pela Escola Politécnica da USP, o estudo foi coordenado pelo Prof. Raul Gonzalez Lima. O custo de fabricação do equipamento, segundo o Prof. Marcelo Amato, está entre 6 e 8 mil dólares. Neste próximo ano, a empresa TIMPEL será responsável pela produção da TIE, numa parceira com a DIXTAL. Parte dos recursos obtidos com a venda dos equipamentos será aplicada em pesquisas no Laboratório de Pneumologia da FMUSP e na Escola Politécnica.

Serviço:

Lançamento da Tomografia de Impedância Elétrica (TIE)

Data: 18 de dezembro – 13 às 18 horas

Local: Teatro da Faculdade de Medicina da USP

Av. Doutor Arnaldo, 455 – Cerqueira César

Entrada: somente para convidados