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The Economist coloca o Brasil como destino atraente para cientistas

Publicado em 12 janeiro 2011

SÃO PAULO - O Brasil já não é mais visto apenas como o País do samba e do futebol. Muito além dessa ideia, que habita no inconsciente de algumas pessoas, a nação vem se tornando um destino cada vez mais atraente para a realização de pesquisas científicas e acadêmicas.

A revista britânica The Economist, em sua edição desta semana, publicou uma matéria exaltando o processo de revitalização científica por qual o País vem passando nos últimos anos.

O Brasil, informa o veículo europeu, formou 500 mil alunos no Ensino Superior e 10 mil PhDs em um ano. O número é dez vezes maior do que há 20 anos.

É destaque também o aumento da participação brasileira no volume total de estudos científicos publicados no mundo: de 1,7% em 2002 para 2,7% em 2008.

Iniciativas

De acordo com a publicação, o País direciona 1% do seu PIB para a pesquisa, o equivalente a metade do despendido pelos países mais ricos, mas quase o dobro da média do resto da América Latina.

Pelo menos 30% dos artigos científicos de brasileiros têm agora um co-autor estrangeiro, evidenciando a colaboração dos cientistas nacionais lá fora.

Outros dados são referentes ao crescimento das iniciativas do governo quanto à prática de pesquisas. O País, diz a matéria, é um dos líderes mundiais em pesquisa, especialmente nas áreas de medicina tropical, bioenergia e biologia botânica.

Além disso, a revista destaca o fato de que as bolsas para pesquisadores iniciantes têm um valor equiparável aos padrões mundiais. O mesmo, contudo, não acontece para acadêmicos mais experientes.

São Paulo

São Paulo ganha destaque no contexto explorado pela The Economist, que coloca o estado como abrigo das melhores universidades do País, incluindo as duas únicas que figuram no Top 300 nos rankings mais conhecidos no mundo.

A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) é colocada como a grande instituição por trás desse processo de crescimento paulista.

Incentivo

A Economist afirma ainda que fazer parte da iniciativa científica global está ligado também ao orgulho nacional. "Ao investir em ciência em seu próprio território, países tropicais garantem que não são apenas os problemas das nações ricas e e de clima temperado que são resolvidos".

O ponto fraco diz respeito à impossibilidade de as instituições oferecerem contratos de pesquisa, já que, para isso, é necessário realizar concurso público. Isso quer dizer que os chefes de departamento não podem simplesmente identificar os melhores candidatos e iniciar uma negociação.