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Terremark aposta em serviços de peering

Publicado em 26 agosto 2005

Por Thais Aline Cerioni

Com cerca de 30 clientes atualmente, a meta da companhia é aumentar o volume de tráfego em 30% até final do ano

Redução dos custos operacionais, diminuição da dependêcia em relação às operadoras e ganho de performance. São esses os benefícios destacados por Hugo Zanon, diretor da Terramark Brasil, ao falar sobre os serviços de peering oferecidos pela empresa. "Somos como um terminal rodoviário, aonde se encontram linhas que vêm e que vão para os mais diversos destinos", compara o executivo.

A oferta do serviço de troca de tráfego - o chamado peering - foi iniciada em março do ano passado, quando a Terremark concluiu o acordo para assumir o NAP (network access point) que até então era operado pela FAPESP. "O acordo foi fechado em 2002, tem duração de 20 anos e prevê que a FAPESP tenha participação na receita da Terremark", explica Zanon, contando que o NAP é o principal ponto de troca de tráfego do país.

O executivo conta que, hoje, tem aproximadamente 30 clientes, entre os quais estão todas as operadoras e os principais provedores de serviços de internet e comunicação IP. "Operadoras, provedores de internet e de conteúdo, além de todo o meio acadêmico, estão conectados ao NAP." De agora em diante, a intenção da Terremark é atrair também usuários corporativos. "Em nosso NAP em Miami [NAP das Américas], inicialmente tínhamos apenas operadoras e ISPs. Gradualmente, grandes corporações começaram a ver vantagens em ir para o NAP", revela.

Zanon deixa claro que há diversas modalidades de peering oferecidas pela Terremark, além dos demais produtos que compõem o portfólio da empresa. "No caso do peering, há modelos de negócio específicos para acesso a conteúdo exclusivo, assim como para troca de dados com empresas em outros países, graças à nossa rede de NAPs em diversos pontos do globo."