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Jornal da Ciência online

Tempo de colher

Publicado em 30 novembro 2018

O Fundo de Inovação Paulista (FIP), que investe capital de risco em empresas nascentes do estado de São Paulo, ingressou em uma segunda etapa de atividade, depois de dedicar seus primeiros anos à análise de mais de 1,6 mil oportunidades de negócios para selecionar um portfólio de 20 companhias. Agora, seus gestores se concentram em estimular o crescimento das startups apoiadas, ajudando a administrá-las, para mais tarde vender sua participação, que é em média 35% do capital das empresas. O fundo vai encerrar sua operação em dezembro de 2021 e tem a meta de quadruplicar o capital. “Estão sendo aplicados R$ 105 milhões. Nosso objetivo é devolver R$ 420 milhões aos investidores”, diz Francisco Jardim, responsável pela SP Ventures, empresa gestora do fundo.

A previsão é de que o investimento tenha um retorno médio de 35% ao ano, embora o desempenho não seja homogêneo ao longo do tempo e se concentre na etapa final. Espera-se uma taxa de mortalidade ou insucesso de cerca de um terço das companhias selecionadas. “Um terço das empresas deve gerar prejuízo. Outro terço deve dar um retorno baixo e recompensar o capital investido apenas com um resultado incremental. E do outro terço esperamos um desempenho extraordinário, multiplicando o investimento entre 5 e 30 vezes”, explica Jardim. Segundo ele, essa taxa de fracasso é natural e esperada. “O risco gera fracassos, mas também é o que viabiliza o grande sucesso de algumas companhias.” Uma das empresas da carteira do fundo, a SmartBill, que havia sido selecionada em 2014, já foi vendida.

Leia na íntegra: Revista Pesquisa Fapesp