Notícia

Jornal do Comércio (RS)

Temperatura pode prejudicar as pastagens

Publicado em 15 abril 2019

O aumento das temperaturas médias esperado para as próximas décadas, de no mínimo 2ºC, pode ter um impacto inesperado no bolso dos pecuaristas. Novos estudos sugerem que um dos efeitos da mudança no clima será a redução na qualidade da pastagem, que se tornará menos proteica, mais fibrosa e, portanto, de digestão mais demorada.

Como consequência, disseram os pesquisadores, o gado precisará consumir mais ali mento para alcançar o peso de abate e passará a produzir mais metano, um potente gás causador do efeito estufa. As conclusões têm como base experimentos feitos pela equipe de Carlos Alberto Martinez y Huaman, professor do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).

Participaram do estudo pesquisadores do Instituto de Botânica de São Paulo, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Jaboticabal e do Instituto Federal Goiano, campus Rio Verde. “ Buscamos entender como as pastagens forrageiras responderão fisiológica e produtivamente as condições futuras do clima, que envolvem aumento na temperatura média e na concentração de dióxido de carbono (CO2), além de redução da disponibilidade de água ”, disse Martinez à Agência da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

As principais espécies cultivadas são classificadas em C3 e C4, nomenclatura relacionada à via usada pela planta para fixar carbono na fotossíntese. Soja e feijão, por exemplo, usam a via C3. Gramíneas tropicais, como cana-de-açúcar, milho e forrageiras, desenvolveram um sistema complementar à C3 chamado de via C4.

(Jornal da USP)

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