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Correio Popular

Telescópio virtual permite observação via internet

Publicado em 21 agosto 2005

O Miniobservatório Astronômico do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) está aberto a instituições de ensino para observações remotas. Onde o observador não precisa estar presente no local onde se encontra o telescópio.
Mesmo distante fisicamente do equipamento, o observador consegue direcionar a câmera astronômica a partir de um site na internet, fazendo com que as imagens sejam digitalizadas na tela do computador.

A primeira observação remota a partir do miniobservatório foi realizada na semana passada. Alunos da Escola Moppe, em São José dos Campos (SP), tiveram a oportunidade de explorar o céu do interior do estado por meio da internet.

"Esse tipo de observação on-line visa a estimular e popularizar as investigações científicas em astronomia e em outras áreas do conhecimento como física, informática, engenharia e matemática", disse André Milone, pesquisador da Divisão de Astrofísica (DAS) do Inpe, à Agência FAPESP. "Além de analisar a dinâmica de aglomerados de estrelas, nebulosas, galáxias e planetas, a observação virtual permite até que seja registrada a ocorrência de um grande fenômeno astronômico em tempo real."

As instituições de ensino interessadas em promover sessões de observação remota no miniobservatório devem preencher um formulário de solicitação, disponível em www.das.inpe.br/miniobservatorio.
Se a proposta for aprovada, o usuário recebe um nome de usuário e senha para acessar o telescópio no dia e horário agendados. O projeto inclui instituições de ensino fundamental, médio e superior.

As observações remotas do Inpe integram o projeto Educação em Ciências com Observatórios Virtuais, coordenado pelo Instituto Astronômico e Geofísico (IAG) da Universidade de São Paulo (USP). "O projeto pretende expandir as observações para outros sítios astronômicos. Em breve outros observatórios também estarão funcionando de maneira remota", garante Milone.

Entre eles está o observatório Abrahão de Moraes (IAG/USP), em Valinhos (SP), o observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na capital carioca, e o observatório da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis.

"A proposta é instalar uma rede brasileira de observatórios remotos. Com isso, além de interligar escolas, universidades e institutos de pesquisa, será possível reunir dados simultâneos de duas ou mais observações em um único estudo científico", afirma Milone.

Agência Fapesp