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Tecnologia portátil que identifica apneia do sono chega em São Paulo

Publicado em 07 agosto 2019

Em parceria com o centro credenciado da Biolix, o Hospital Santa Paula oferece o exame de apneia do sono com tecnologia Oxistar, no qual um sensor preso ao dedo indicador transmite os dados do paciente por meio de bluetooth ao aplicativo instalado no smartphone do paciente dispensando a necessidade de fios.

O dispositivo também traz um sensor de actigrafia que avalia os movimentos e permite identificar se o paciente está dormindo ou acordado. O exame apresenta resultados a partir de 4 horas de sono e os laudos podem ser acessados a qualquer momento pelo paciente e pelo médico via aplicativo.

A tecnologia tem aprovação da Anvisa, do Inmetro e da Anatel e ano passado teve o apoio do Programa Pipe/Pappe Subvenção, que reúne recursos dos programas Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da Fapesp e de Apoio à Pesquisa em Empresas (Pappe), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), para a inserção de um produto inovador no mercado.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) a apneia do sono é um grave problema de saúde pública e os dados de prevalência desta doença são alarmantes. Em estudo na cidade de São Paulo, 26% dos motoristas de caminhão tinham alto risco de ter apneia do sono e a maioria admitiu que já tinha cochilado no volante. Em outro estudo também na cidade de São Paulo, 32,8% da população geral tinha apneia do sono.

Até hoje, o diagnóstico de apneia do sono era feito através de um exame chamado polissonografia no qual o paciente dormia em uma clínica, numa sala monitorada e com eletrodos espalhados por todo o corpo de maneira a não atrapalhar a movimentação durante a noite. Quem tinha dificuldade de dormir fora de casa podia realizar a polissonografia domiciliar, ou seja, o mesmo exame dentro de casa com monitoramento de oito horas, em média.

De acordo com o chefe de Serviço de Cirurgia Buco Maxilo Facial do Hospital Santa Paula, Luiz Fernando Lobo, a nova tecnologia vai facilitar a adesão ao tratamento, uma vez que na polissonografia tradicional muitos pacientes se recusam ou não podem fazer por não terem condições de dormir fora de casa. “Queremos mostrar as vantagens de usar este aparelho e ajudar pessoas a descobrirem seus problemas relacionados ao sono. Estamos diante de uma ferramenta revolucionária identificada no HSP Inovalab, plataforma do hospital para o desenvolvimento de novos produtos e ideias para a área hospitalar”, diz o médico.

O médico explica que, na rede pública, o exame pode levar a 5 meses na fila de espera. Na rede privada, o preço de uma polissonografia tradicional gira em torno de R$ 2,5 mil. Já o exame da Biologix apresenta de 10 a 15% do preço da polissonografia, com a possibilidade de que ele seja realizado por duas noites, para confirmação do diagnóstico.

Para realizar o exame é preciso agendar uma consulta com um especialista – como cardiologista, buco maxilar, otorrinolaringologista, neurologista ou endocrinologista – do Hospital Santa Paula. O aparelho é retirado no centro ambulatorial do hospital e o resultado fica pronto no momento que o paciente acordar.