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TECNOLOGIA: Pequenas unem-se para exportar produtos ópticos

Publicado em 08 outubro 2003

Por Fabiana Pio
A brasileira FiberWork Comunicações, especializada em sistemas ópticos, está investindo R$ 400 mil para o desenvolvimento de dois equipamentos inovadores a fim de alcançar o mercado externo. Ela é uma das oito empresas nacionais do setor de fotônica (aplicação prática da luz), que resolveram se unir, e estão recebendo apoio da Agência de Promoção de Exportações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e do Comércio Exterior (APEX). Segundo Elso Rigon, coordenador de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento da FiberWork, expectativa inicial é superar US$ 10 milhões em dois anos em exportações, expandir em 80% o quadro de funcionários das empresas do grupo, criando 100 novos empregos especializados na região de Campinas (SP). Já Cícero Ogmena Filho, diretor da Komlux, prefere ser menos otimista e reduzir a estimativa para US$ 1 milhão, em dois anos. "Esse é primeiro passo para conquistarmos o mercado externo. Prefiro ser pessimista, para então superar as expectativas. Precisamos saber primeiro como tudo funciona", diz o diretor da Komlux. As integrantes do grupo são: Optolink Indústria e Comércio Ltda, Ecco Fibra Dispositivos, Bioluz Equipamentos e Serviços, Komlux Fibras Ópticas, Fotônica Tecnologia Óptica, AsGa e Padtec S.A. Segundo Sérgio Barcelos, coordenador do grupo denominado Associação de Empresas de Tecnologia (AET), o setor de fotônica tem se tornado cada vez mais estratégico no mundo. E as previsões recentes calculam que o mercado movimentará mais de US$ 10 bilhões em 2003 só nos Estados Unidos. E crescerá 50% em 2004, conforme a publicação especializada International Optical Communications Magazine. De acordo com Rigon, a APEX irá ajudar na divulgação das empresas no exterior, como a participação em feiras e congressos, promoção da rodada de negócios e convite de empresas internacionais para eventos no Brasil. "A Apex disponibiliza hoje cerca de R$ 300 milhões para fomentar a exportação de aproximadamente 1S0 projetos no País. Seu primeiro apoio será a participação da Optical Fiber Conference, em fevereiro, na Califórnia", diz Ricon. A FiberWork tem cerca de 11 funcionários. Desse número, oito têm mestrado. A micro empresa de alta tecnologia fornece hoje principalmente serviços de diagnóstico, que verifica a qualidade da rede de fibra óptica e treinamento. Com investimentos próprios e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), está desenvolvendo o telefone óptico denominado FWL, que será usado por técnicos para a manutenção de rede, e o OSPA, para a verificação do desempenho dos dispositivos ópticos. Acreditamos que o OSPA terá grande sucesso no mercado externo, já que existe apenas um concorrente nos Estados Unidos. Já temos pelo menos três empresas interessadas no produto: a Exfo e a Bragg, do Canadá; e a americana Ciena. A Komlux fabrica equipamentos que utilizam fibra óptica, e são voltados para a área médica. "Esperamos alcançar o mercado externo e crescer 50% em dois anos. Já exportamos para a Europa, Estados Unidos e América Latina, mas ainda é muito incipiente. Acreditamos melhorar nosso desempenho com a ajuda da APEX", diz Omegna. A empresa desenvolveu também uma manta que emite luz, voltada para o tratamento de icterícia, e aguarda aprovação do Ministério da Saúde para venda.