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Tecnologia identifica animais com carne mais macia

Publicado em 25 abril 2012

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), anuncia , durante as comemorações de seus 39 anos, a descoberta de trechos de DNA bovino responsáveis pela produção de carne macia nesses animais. Esse achado permitiu desenvolver um método capaz de identificar, por meio de marcadores moleculares, os animais que possuem essa característica. Trata-se do Método para identificação precoce de animais com maior potencial para carne macia, que a Embrapa lança hoje (25/04/12).

Essa é uma tecnologia importante para o mercado de carnes no Brasil, pois a identificação dos animais é feita precocemente, explica a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos/SP) Luciana Regitano, que lidera o projeto de pesquisa Estratégias genéticas para melhoria da eficiência de produção e da qualidade da carne bovina no Brasil, um dos grandes desafios da pecuária nacional.

Segundo ela, o método de identificação por marcadores moleculares possui amplo mercado, uma vez que a descoberta de técnicas que permitem identificar bovinos capazes de produzir carne macia sempre foi um dos maiores desafios para o setor pecuário. Essa é uma das características de qualidade mais importantes para os consumidores de carne bovina.

Na prática, a metodologia consiste em colher uma amostra (geralmente o pelo) do animal e enviá-la ao laboratório para identificar nos bovinos os marcadores moleculares. Em caso positivo, esse animal poderá ser selecionado para ser reprodutor e imprimir uma característica na sua descendência.

A tecnologia, desenvolvida por pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), traz benefícios especialmente para os produtores da raça nelore, principal base para cruzamentos de corte no Brasil. Estima-se que dos 209 milhões de cabeças de gado no Brasil, 150 milhões pertençam à raça nelore.

Além do Brasil, a tecnologia foi patenteada no Canadá e nos Estados Unidos, mercados potenciais para a comercialização da tecnologia de marcadores. No Brasil, estima-se que o mercado de serviços genéticos seja de 40 milhões de dólares anuais.

A tecnologia faz parte da rede de pesquisa Bifequali. Trata-se de um projeto que tem os objetivos de melhorar a qualidade da carne bovina para o consumidor e buscar alternativas para os produtores, especialmente no que diz respeito à eficiência alimentar dos rebanhos bovinos de corte no Brasil.

Fonte: Embrapa