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Tecnologia e avanços nas Ciências Biomédicas

Publicado em 27 julho 2017

O evento que reuniu o XV Congresso Brasileiro de Biomedicina e o III Congresso Internacional de Biomedicina, que aconteceu na cidade de Bento Gonçalves/RS, ano passado, foi o maior e mais importante evento do setor na América Latina, e a cada edição reúne a troca de informações sobre o avanço nessas áreas.

A Biomedicina atua em mais de trinta campos: ciências e pesquisas, estética, reprodução humana, bioquímica, fisiologia geral, entre outros. Sendo tão atuante e abrangente, não poderia estar para trás em relação ao desenvolvimento tecnológico, que é peça fundamental na chamada "informática de saúde". Tema amplamente discutido no Congresso em Bento Gonçalves.

Informática da saúde

A informática de Saúde, abrange o gerenciamento das informações referentes a biomedicina e a medicina, desde o desenvolvimento de sistemas que compilam e armazenam resultados, dados e prontuários eletrônicos, até evoluções médicas com assinaturas e checagens que auxiliam desde o corpo clínico até áreas administrativas, como o jurídico.

Toda essa criação, organização e funcionamento, que englobam as áreas de sistemas da informação, telemedicina, processamentos de imagem, segurança da informática em saúde, sistemas de apoios e decisões multidisciplinar, entre outras, conta com o apoio de um time de tecnologia, seja da própria instituição ou então terceirizado, que é fundamental para implantar, padronizar, viabilizar e otimizar esses recursos.

Centros de pesquisas e criação de softwares

A aplicação de investimentos em centros de pesquisas no Brasil ganhou força em 2015, conforme divulgação da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de são Paulo), um órgão que fomenta à pesquisa e está ligado ao estado de São Paulo. Em seu relatório de atividades daquele ano, destacou que mais de 14 mil empresas que desenvolvem atividades de inovação e pesquisa, tais como Universidades, Institutos Federais e Estaduais, industrias, tiveram um total de R$ 27,5 bilhões aplicados para o desenvolvimento, resultando em mais de 20 mil publicações de trabalhos científicos.

É neste cenário que se vê a necessidade de ferramentas que permitam a publicação, divulgação e comunicação dinâmica dos conteúdos dos trabalhos científicos, atendendo à demanda desses grupos e à divulgação de seus projetos e instituições.

Projeto Genoma

Polêmico, mas que também vale citar, o Projeto genoma, reúne a parceria de diversos países. De forma simplista, podemos afirmar que o objetivo é mapear o código genético de um organismo, seja ele animal, vegetal, seja fungos, bactérias, seja até mesmo vírus. Com isso, centros de pesquisas recebem incentivos, até no Brasil, onde o desenvolvimento de softwares e tecnologias ganha a linha de frente, pois conseguem acelerar o tempo de estudo.

Exemplo encontrado em um dos maiores centros de pesquisa do Brasil e do mundo, a FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz), situada no Rio de Janeiro, em parceria com a University of New South Wales, da Austrália, usa a maior rede de computadores interligada no mundo, a Word Community Grid, não só para acompanhar o Projeto Genoma, mas também outras pesquisas no desenvolvimento social.

Plataformas tecnológicas na detecção de doenças

Um bom exemplo disso foi a criação de duas plataformas tecnológicas na detecção da Dengue, criada pelo pesquisador brasileiro, Wendell Coltro, em 2014 (considerado um dos 10 brasileiros mais inovadores pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts - MIT), causando um verdadeiro impacto nos estudos e pesquisas na saúde social brasileira e fortalecendo a parceria entre a saúde e a tecnologia.

Wendell mostra, que é possível, a partir de uma foto tirada por um dispositivo móvel, como o smartphone, fazer uma análise profunda de níveis de triglicérides, ácido úrico, glicose e colesterol, ao comparar uma escala de cores a partir de uma amostra de gota de sangue ou urina em um pedaço de celulose, cujo desenho contém um soro que, ao receber a amostra biológica, muda a coloração.

Isso nos demonstra que, mesmo em situações mais complexas, as estruturas para o processamento de dados com a captação de informações em grande quantidade ou apenas de uma imagem fotografada leva à aplicação da bioinformática para um melhor direcionamento de pesquisas e diagnósticos mais precisos.

Medicina Diagnóstica

Este é um tema que merece um destaque a mais, visto que o diagnóstico por imagem em tempos modernos deixou de ter aquelas famosas “Chapas de Raios X” e passou a integrar uma grande fonte massiva de informação em bancos de dados para softwares e aplicativos.

O ECG (eletrocardiograma), que é um exame de diagnóstico para doenças cardíacas, realizado em hospitais com uso de eletrodo, sendo feito a partir de um aplicativo de smartphone já é realidade nos Estados Unidos e utilizado por equipes de emergências.

Aqui, no SUS, já está em testes um outro aplicativo capaz de ajudar na cura da Depressão, um smartphone emprestado por seis meses ao paciente indica periodicamente encontro com amigos, atividades físicas, ida ao cinema e até mesmo a ida ao serviço público quando necessário.

Sendo aprovado, poderá ser incorporado no atendimento em casos de doenças psiquiátricas no sistema público.

Glicose, Pressão Arterial, batimentos cardíacos, sinais vitais são alguns dos índices coletados em outros softwares capazes de promover a integração e o perfil diagnóstico em entre a equipe médica e o paciente.

Um exemplo está no Aplicativo mCare, software para a área da saúde desenvolvido em uma parceira da Montreal Informática com a gente.

https://youtu.be/h3QIy3TYywQ

Medicina e wearables

Chamada de “tecnologia vestível”, “tecnologia usável” cujo termo define a parte da tecnologia que pode ser utilizada como peça do vestuário também ganhou espaço no ramo da biomedicina. As áreas de saúde e bem-estar, o mercado fitness e a área médica já dominam o segundo maior mercado no setor tecnológico de wearables através do uso de pulseiras com coletas de dados pressóricos, relógios de monitoramento cardíacos, aplicativos em dispositivos portáteis, e uma série de outros dispositivos.

Veja como funciona o aplicativo mCare:

https://youtu.be/IskCwTgsrc4

saúde, ciência, agilidade e investimento

É cada cada vez mais imperioso investir em tecnologia para disseminar, separar, classificar, armazenar informações, que levam ao aumento da agilidade e a eficácia no atendimento; ao melhor gerenciamento nas atividades de pesquisas com fins não só na forma diagnóstica mas também preventiva, nas áreas da saúde, medicina e ciências biológicas.