Notícia

Gazeta Mercantil

Tecnologia delivery para as indústrias de plástico

Publicado em 17 novembro 1999

Por Fabiana Biscaro - São Paulo
As indústrias de transformação de plástico já contam com um serviço de delivery na área de tecnologia. Trata-se do Projeto Prumo, que dispõe de duas unidades móveis de atendimento tecnológico às micro e pequenas empresas. O projeto é fruto de uma parceria entre o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). o Sebrae/SP e o Instituto Nacional do Plástico (INP). A paulistana Sepla Ferramentas Plásticas recebeu a visita de um desses laboratórios volantes - que são equipados para realizar análises e medições de produtos - e em dois dias resolveu um problema que se arrastava há dois anos. A empresa foi orientada pelos técnicos do IPT, que acompanham as unidades móveis, na solução de problemas de identificação de matérias-primas e precisão técnica que a impediam de desenvolver válvulas de spray para frascos de perfume. Tentativas - "Sem poder copiar de outras empresas para não esbarrar em problemas com patentes industriais, fizemos várias tentativas sem chegar a um resultado ideal", afirma Andrey Savitski, proprietário da Sepla que, desde 69, é especializada na fabricação de tampas para frascos de perfumes. Agora, com as válvulas adequadas aos padrões exigidos pelo mercado, a empresa pretende fabricar de 3 milhões a 4 milhões de unidades do produto por mês. "O mercado absorveria uma produção ainda maior do que essa", garante. Segundo Savitski, hoje o segmento é atendido por apenas duas empresas nacionais e boa parte da demanda é abastecida por importados. O empresário pretende destinar seus produtos não só para o segmento de perfumaria, mas também para o farmacêutico. As previsões de Savitski são as mais otimistas. Pelos seus cálculos, o faturamento anual da empresa, de R$ 700 mil, será registrado em apenas um mês de atividades, quando as vendas de válvulas estiverem consolidadas. A fabricante de sacolas plásticas Auroplast Indústrias e Comércio, de Jardinópolis (SP), também recebeu a visita de um dos laboratórios ambulantes do Prumo. Dessa vez, o objetivo não foi aprimorar o produto da empresa, mas o processo produtivo, que registrava altos índices de perdas de matéria-prima. Padrões - O gerente da Auroplast, José Francisco da Silva, conta que, nos três dias em que os técnicos do IPT estiveram na empresa realizando testes com os equipamentos e instrumentos da unidade móvel, foram detectados problemas de regulagem nos equipamentos da empresa. "Cerca de 40% do nosso processo produtivo não atendia os padrões necessários. Agora, já estamos com 90% da área fabriI operando dentro das normas técnicas", diz o gerente da empresa, fundada em 92 e com faturamento atual de R$ 5,5 milhões anuais. Até agora, 82 empresas já utilizaram o serviço, a maioria para resolver problemas operacionais (veja quadro). As unidades podem permanecer nas firmas até três dias e todo o trabalho dos técnicos do Prumo é acompanhado por um responsável da empresa. A coordenadora do programa, Maria do Carmo Simi, diz que há estudos para levar o projeto a outras áreas da indústria, como cerâmica, calçados e borracha.