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AgroAgenda

Tecnologia da informação pode aumentar presença brasileira no mundo

Publicado em 10 outubro 2007

A Tecnologia da Informação é um dos instrumentos que as empresas privadas brasileiras e o Governo do Brasil dispõem, para melhorar seus produtos e processos e para mostrar ao mundo, de maneira transparente, que o País já adota e vai ainda aperfeiçoar todas os requisitos ambientais, sociais e de qualidade, exigidos pelos nossos importadores e pelos nossos consumidores". A declaração foi feita por Kepler Euclides Filho, diretor da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), durante a primeira mesa redonda do VI Congresso Brasileiro de Agroinformática, ontem (terça feira, dia 9), em São Pedro, SP.

Ele admitiu que, mesmo com a crescente importância do Brasil no comércio internacional e na política mundial, muita coisa ainda precisa ser feita e que essa lacuna pode ser preenchida com a ajuda da tecnologia da informação. "Não devemos ter qualquer receio, pois o Brasil é muito competente, somos capazes de fazer e de comprovar o que fazemos", ponderou Kepler. Citou como exemplo as exigências sanitárias, ambientais e sociais aos produtos da agropecuária, setor em que o Brasil é líder, "mas cuja liderança nos trouxe muitas responsabilidades". Para ele, "o protecionismo e o jogo da concorrência realmente existem, mas o melhor é corrigir as nossas lacunas e mostrar com transparência nossos contínuos progressos", ponderou o diretor da Embrapa.

Nesse sentido, alertou que não adianta somente eficiência e boa produtividade, pois, segundo ele, sem as componentes ambiental, social e política e, no caso da pecuária, do bem-estar animal, "o Brasil não poderá ampliar a sua posição econômica e política no mundo". Kepler enfatizou que isso vale também para os profissionais do ramo, pois os empresários e os pesquisadores precisam adotar e trabalhar com a questão política, ambiental, social, do bem-estar animal e das boas práticas agrícolas".

Também o pesquisador Eduardo Assad, chefe geral da Embrapa Informática Agropecuária, uma das organizadoras do evento, entende que o VI Congresso Brasileiro de Agroinformática representa um esforço para organizar e sistematizar a informacão, o que ajudará o Brasil a romper as barreiras protecionistas e as barreiras sanitárias.


Governo e empresas

Para o técnico Jorge Caetano Júnior, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, também participante do VI Congresso Brasileiro de Agroinformática, somente o trabalho conjunto de Governo e empresas privadas poderá consolidar a agropecuária brasileira, cabendo ao Governo a fiscalização e coordenação das ações. Jorge Caetano também acredita que, após as exigências sanitárias, os países importadores imporão outros requisitos, que já comecam a se manifestar, de ordem ambiental e social. "Devemos estar preparados para acões conjuntas entre Governo e empresas privadas".


Embrapa presente

A Embrapa participa do VI Congresso Brasileiro de Agroinformática, com apresentação de trabalhos de dirigentes e técnicos. A Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP) organizou o estande do evento, que conta com a participação da Embrapa Transferência de Tecnologia, por meio do Escritório de Negócios de Campinas, Instrumentação Agropecuária (São Carlos, SP), Pecuária Sudeste (São Carlos, SP) e Meio Ambiente (Jaguariúna,SP).

O congresso foi organizado pela Embrapa Informática Agropecuária e Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri), da Unicamp, e promovido pela Associação Brasileira de Agroinformática com apoio da Petrobrás, Agrolink, Fundepag, Fapesp e Capes.

Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste / Jorge Reti