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Aduaneiras

Tecnologia brasileira na colheita do Sudão

Publicado em 04 setembro 2011

A Enalta Inovações Tecnológicas, empresa de automação agrícola do interior paulista, tem seus produtos em operações no Sudão. A empresa fabrica um equipamento para controle de corte de cana de açúcar que chega ao país árabe nas colheitadeiras da Case IH. A multinacional, fabricante de máquinas agrícolas, tem operações no Brasil e exporta suas colheitadeiras de cana feitas no País ao Sudão. São entre 30 e 50 máquinas ao ano.

De acordo com o presidente da Enalta, Cléber Manzoni, o equipamento usado nas máquinas da Case IH é o Auto Tracker. Ele é composto de sensores instalados nas facas da colheitadeira e de um equipamento na cabine que indicam quando o corte está pegando o solo e não apenas a cana. Na colheita de cana de açúcar se busca precisão nesta operação, para que a máquina corte a cana mais rente ao chão possível, mas não pegue a terra.

A própria colheitadeira pica a cana e a joga em um caminhão para transporte. O trabalho de separar a terra da cana, quando as duas estão misturadas, é oneroso para as usinas, já que demanda mais água. Também os caminhões acabam ficando com carga mais pesada, por conta da terra transportada. Segundo Manzoni, quando não há o controle por equipamento, o trabalho fica apenas nas mãos do operador da colheitadeira, o que pode gerar falhas.

Além do Auto Tracker, a Enalta produz outros equipamentos de automação com diferentes funções, como controlar o desempenho da máquina - ele informa ao gestor quanto tempo ficou parada, seja por troca de turno ou outro - e a temperatura do motor. Esses produtos podem ser usados em máquinas agrícolas de qualquer cultura, segundo Manzoni.

A Enalta foi criada em 1999 no município de Catanduva. Na época, Manzoni, que é engenheiro elétrico, e um sócio, abriram a empresa e compraram tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para produzir monitores de pulverizadores. Depois, em 2001, a Enalta conseguiu recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para desenvolver tecnologia própria e se mudou para a cidade de São Carlos, onde existe um pólo da área e onde a empresa ficou incubada até 2003.

Atualmente, a Enalta segue em São Carlos. O outro sócio saiu do negócio em 2005 e hoje, além de ser de propriedade de Manzoni, a empresa é também do Criatec, fundo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A empresa produz mais de quatro mil equipamentos por ano e tem 58 funcionários. Os equipamentos são vendidos tanto para indústrias de máquinas, quanto para agroindústrias e produtores. Além do mercado brasileiro e Sudão, a Enalta exporta para a América Central, principalmente Colômbia.

Fonte: Agência Anba