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Tecnologia brasileira é usada em vários países no tratamento de pacientes com covid-19

Publicado em 21 julho 2020

O tomógrafo por impedância elétrica (TIE), desenvolvido pela startup Timpel com apoio do Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe), tem sido utilizado em diversos países no tratamento de pacientes com COVID-19 em estado grave.

O equipamento permite que as equipes médicas avaliem ininterruptamente e de forma não invasiva, à beira do leito, a condição do pulmão dos pacientes com insuficiência respiratória. Dessa forma, é possível otimizar a ventilação artificial para diminuir o tempo de dependência e, consequentemente, os efeitos colaterais da intubação.

Inicialmente, o equipamento foi projetado para monitorar pacientes que precisam de ventilação artificial em unidades de terapia intensiva (UTIs), independentemente da doença.

Com a pandemia do novo coronavírus, os pesquisadores da empresa começaram a adaptar a tecnologia para auxiliar equipes médicas no tratamento de pacientes em estado grave por meio de um projeto selecionado em um edital lançado pelo Pipe-Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Série de inovações

Os pesquisadores pretendem agora simplificar a eletrônica embarcada no equipamento, de modo a reduzir o custo da máquina. Além disso, o TIE poderá ser operado de forma remota pela equipe médica, possibilitando que os profissionais de saúde não precisem circular muito dentro das UTIs.

Ao contrário do que ocorre com os tomógrafos em operação hoje, todas as cintas e os eletrodos que entram em contato com a pele do paciente também passarão a ser totalmente descartados.

Hoje há mais de 150 TIE em funcionamento nos Estados Unidos, Itália, Espanha e outros países. No Brasil, o equipamento é usado no Hospital das Clínicas, no Hospital Emílio Ribas, no Instituto do Coração (Incor) e em diversos hospitais privados.