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Galileu

Técnica garante propriedade química da própolis brasileira

Publicado em 20 janeiro 2003

Um novo sistema de classificação de própolis promete elevar a participação do Brasil no mercado internacional desse produto, conhecido por seus efeitos medicinais. Criado pela professora Maria Cristina Marcucci Ribeiro, da Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), o método facilitará a produção industrial de medicamentos produzidos à base da substância. A própolis é uma espécie de resina que as abelhas segregam e com a qual tapam as fendas do próprio cortiço. Apesar de ser um dos oito maiores produtores de própolis do mundo, com mais de 150 toneladas por ano, o Brasil não vem explorando seu potencial. Isso porque a própolis nacional não se enquadra nos padrões e exigências de classificação por propriedade química. Ribeiro desenvolveu e patenteou um processo que analisa os tipos de própolis segundo marcadores químicos. Cerca de 500 amostras da substância, coletadas nas regiões sul, sudeste e nordeste do país, foram classificadas de acordo com usas características físico-químicas e suas propriedades biológicas. Os extratos também foram avaliados quanto a suas propriedades fisiológicas, como atividades antioxidante, antiinflamatória, antimicrobiana, citotóxica contra células cancerosas e anti-HIV. Segundo a pesquisadora, o levantamento permitirá estabelecer padrões para a própolis obtida em cada região do país, facilitando a produção de medicamentos.