Um estudo comandado pelo epidemiologista Leandro Rezende, da Unifesp, simulou três cenários de taxação de alimentos ultraprocessados e seus efeitos na saúde pública. De acordo com a metodologia adotada, o atual contexto de baixa tributação desses alimentos deve adoecer 10 milhões de pessoas e causar 1 milhão de mortes até 2044.
O estudo apresentado em reportagem da revista Pesquisa FAPESP parte do princípio de que a baixa taxação desses alimentos de alto teor de ingredientes artificiais gera níveis de consumo acima do desejável. Dentro do atual cenário, até 75% da população pode ter sobrepeso em 2044. O estudo faz cálculos de doenças e mortes evitadas em caso de se taxar tais alimentos em 10%, 20% e 50%.
No terceiro cenário, 1,789 milhão de doenças como diabetes e hipertensão seriam evitadas, além de 236 mil mortes. O estudo agrega informações de outras pesquisas relacionadas à alimentação e destaca que uma elevação da carga tributária de ultraprocessados deveria vir acompanhada de uma política de maior acesso a alimentos in natura , cuja inflação esteve consistentemente acima dos índices gerais nos últimos anos.
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