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Sustentabilidade é desafio para incubadoras paulistas, aponta pesquisa

Publicado em 30 outubro 2013

Um mapeamento das incubadoras de empresas de tecnologia, realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado (SDECT), traz um raio-x sobre o cenário atual do empreendedorismo no Estado de São Paulo.

Segundo o estudo, o estado possui hoje 34 incubadoras de base tecnológica que abrigam 461 empresas, totalizando 525 módulos. A região da capital concentra a maioria dessas novas empresas paulistas, de modo que 54% estão localizadas a menos de 160km da capital. Cada incubadora oferece apoio a 17 empresas, em média, com exceção do Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), que apresenta números maiores.

Sustentar iniciativas de maneira autônoma é o maior desafio dos empreendedores, aponta o mapeamento, que também mostra que Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) se apresenta como a principal fonte de recurso de apoio à inovação, utilizada por 30% das incubadoras.

Dentre outras particularidades identificadas, as incubadoras paulistas entrevistadas possuem mais de 80% de seus sócios com ensino superior, de modo que mais de 20% deles são doutores ou pós-doutores. Quase 30% dos empreendedores são da área de ciências exatas, sendo a maioria de engenharia. Mais de 60% dessas empresas ainda não atingiram o equilíbrio financeiro, mas a grande maioria apresentou faturamento em 2012.

De acordo com SDECT, os resultados serão utilizados para direcionar políticas específicas para o setor. Produzido em seis meses, o levantamento foi realizado pela Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (FUSP) e pela equipe da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP. O investimento total pela SDECT no projeto foi R$ 300 mil.

De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Rodrigo Garcia, o mapeamento permitirá a sugestão de propostas para a sustentabilidade das iniciativas. “Vamos fortalecer programas como a Rede Paulista de Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica, para estimular a troca de experiências e promover a inserção das empresas nas cadeias produtivas”, explicou.

Por IT Web