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Sustentabilidade do cultivo de cana-de-açúcar para produção de bioenergia

Publicado em 26 fevereiro 2021

Neste contexto, pesquisadores brasileiros acabaram de publicar um artigo na revista Land, em um número especial dedicado ao tema Bioenergy and Land que traz uma importante contribuição brasileira para desmitificar o assunto e ajudar a mostrar a realidade da produção de cana-de-açúcar no Brasil.

“Neste trabalho demonstramos quais as estratégias de mudança de uso da terra mais sustentáveis para a expansão da cultura, bem com as práticas de manejo conservacionistas (colheita sem queima, preparo reduzido do solo, manejo racional da palha, boas práticas de adubação e reciclagem de resíduos orgânicos) que têm sido utilizadas pela maioria dos produtores brasileiros. Além disso, enfatizamos a importância de políticas públicas que fomentem a produção de bioenergia no país, tal como o RenovaBio”, aponta o professor Maurício Roberto Cherubin, do departamento de Ciência do Solo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), autor do artigo

O artigo tem como co-autoria da professora Glaucia M. Souza, do Instituto de Química da USP, que ressalta a evolução impressionante da produção de bioenergia derivada de cana-de-açúcar sem que haja significante aumento de área nos últimos anos. “Isso é reflexo não somente do aumento da produtividade no campo, mas também do aumento de eficiência na produção de bioenergia na indústria”. O estudo mostra a excelente performance da cana-de-açúcar por meio de diversos indicadores de sustentabilidade. “Destaca-se ainda as perspectivas de expansão do etanol de cana-de-açúcar para outros países da América Latina e da África subsaariana”, comenta Heitor Cantarella, pesquisador do IAC e coautor do artigo. “Essas discussões são altamente relevantes hoje, pois a bioenergia parece estar perdendo espaço no debate internacional”, completa Cantarella.

A elaboração do artigo contou ainda com a participação do Prof. Carlos Eduardo Pelegrino Cerri da Esalq/USP, João L. N Carvalho do LNBR/CNPEM e do Prof. Luiz A. Horta Nogueira, do NIPE/Unicamp.

O estudo contou com o apoio da FAPESP (processos # 2018/09845-7; # 2018/16098-3).

Fonte: Esalq/USP