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Surto de bactéria leva direção de Hospital do Câncer, no Amazonas, a suspender cirurgias, diz site

Publicado em 21 agosto 2021

Bactérias da espécie Klebsiella pneumoniae estão entre os micro-organismos que mais causam infecções hospitalares e também entre os que mais têm desenvolvido resistência a antibióticos.

Por Redação

O site Radar Amazônico informou, neste sábado, que o diretor técnico da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade hospitalar de referência em tratamentos de pacientes com câncer na Região Norte, determinou, na sexta-feira (20/08), a suspensão, por sete dias, de cirurgias de grande porte em virtude de um surto da bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC), nas dependências da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O site informa que entrou em contato com a direção da FCecon, com a Secretaria de Estado de Saúde e com a Fundação de Vigilância em Saúde mas não obteve resposta.

Segundo a Agência de Notícias da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), bactérias da espécie Klebsiella pneumoniae estão entre os micro-organismos que mais causam infecções hospitalares e também entre os que mais têm desenvolvido resistência a antibióticos.

Bactérias da espécie Klebsiella pneumoniae estão entre os micro-organismos que mais causam infecções hospitalares e também entre os que mais têm desenvolvido resistência a antibióticos.

De acordo com a literatura médica, é um tipo de bactéria, resistente à maior parte dos remédios antibióticos, que quando entra no organismo é capaz de produzir infecções graves, como pneumonia ou meningite, por exemplo.

A infecção acontece em ambiente hospitalar, sendo mais frequente em crianças, idosos ou pessoas com sistema imunológico debilitado e que permanecem muito tempo internado no hospital, tomam injeções diretamente na veia por muito tempo, estão ligados a aparelhos para respirar ou fazem muitos tratamentos com antibióticos, por exemplo.

A infecção pela bactéria tem cura, no entanto, esta pode ser difícil de alcançar pois existem poucos antibióticos capazes de destruir este microrganismo. Assim, devido a sua multirresistência, é importante que sejam adotadas medidas preventivas no hospital e que precisam ser adotadas tanto pelos profissionais de saúde quanto pelos visitantes do hospital.

Os sintomas da bactéria Klebsiella pneumoniae podem incluir: febre acima de 39ºC, aumento da frequência cardíaca, dificuldade para respirar; pneumonia, infecção urinária.

A transmissão pode ser feita através do contato direto com saliva e outras secreções do paciente infectado ou através da partilha de objetos contaminados. Esta bactéria já foi encontrada em terminais rodoviários e banheiros públicos, e como pode facilmente se espalhar através do contato com a pele ou pelo ar, qualquer pessoa pode ser contaminada.

Assim, para prevenir a transmissão da bactéria Klebsiella pneumoniae é recomendando:

Lavar as mãos antes e após contato com pacientes no hospital;

Utilizar luvas e máscara de proteção para entrar em contato com o paciente;

Não partilhar objetos com o paciente infectado.

Além disso, é importante que os profissionais de saúde sejam capacitados quanto ao aparecimento das bactérias multirresistentes no ambiente hospitalar, sendo importante que a prática de higienização das mãos e limpeza e desinfecção de superfícies seja respeitado por esses profissionais.