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AMDA - Associação Mineira de Defesa do Ambiente

Substituição do modo de colheita da cana-de-açúcar em São Paulo tem reduzido emissões de gases do efeito estufa

Publicado em 24 setembro 2013

A substituição da colheita manual da cana-de-açúcar pela mecanizada no estado de São Paulo nos últimos seis anos tem provocado a queda crescente das emissões de gases de efeito estufa (GEE) pelo setor agrícola. Se esse ritmo for mantido nos próximos anos e, dependendo do tipo de manejo da cana-de-açúcar crua adotado, o setor poderá contribuir com mais da metade da meta de redução das emissões de GEE do estado. A estimativa consta em estudos desenvolvidos por pesquisadores da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Jaboticabal, no âmbito de um Projeto Temático, realizado com apoio do Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG).

A medida ocorreu após implementação, em 2006, do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, que tem como objetivo acabar com a queima da palha da cana-de-açúcar no estado entre 2014 e 2017.

Segundo Newton la Scala Júnior, professor da Unesp e coordenador do projeto, "as emissões de GEE por unidade de área plantada de cana-de-açúcar em São Paulo estão caindo por causa da conversão de áreas de cana-de-açúcar queimada por cana crua". Em 2006, foram emitidos entre 2,3 mil a 2,4 mil quilos por hectare de CO2 equivalente (multiplicação das emissões de GEE pelo seu potencial de aquecimento global) e, em 2012, esse número caiu para faixa de 2,1 mil quilos por hectare.

Dados obtidos pelo Projeto Canasat, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que dos 4.658.316 hectares de cana colhidos na safra de 2012, 1.277.003 hectares (27,4%) foram por queima e 3.381.313 (72,60%) mecanicamente, enquanto em 2006, 65,76% da cana foram colhidas por queima e 34,24% por colheita mecanizada.

Com informações da Agência Fapesp