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Revista Amazônia

Startups avaliam plano de negócios em treinamento do PIPE-FAPESP

Publicado em 18 outubro 2017

Por Claudia Izique, da Agência

A FAPESP iniciou, em 17 de outubro, o 5º Treinamento PIPE em Empreendedorismo de Alta Tecnologia. Ao longo de oito semanas, empresários e pesquisadores de 21 empresas testarão a consistência de seu plano de negócios ante as expectativas do mercado.

A maioria das empresas participantes tem projeto de pesquisa aprovado na Fase 1 do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), de validação de uma ideia inovadora. Mas, nesta edição do treinamento, a FAPESP abriu, pela primeira vez, oportunidades de participação também para projetos aprovados diretamente na Fase 2 do Programa, de desenvolvimento de produto ou processos inovadores. É o caso da Vetra, que pretende produzir vidros bioativos particulados de alta pureza, e da Zetesis, que quer implementar um ecossistema voltado para a comunidade acadêmica.

O treinamento tem como base o programa I-Corps, concebido por Steve Blank, referência mundial nas abordagens Lean Startup e Customer Development, e adotado pela National Science Foundation (NSF) e National Institute of Health (NIH), entre outras agências federais norte-americanas.

Nas quatro edições anteriores o treinamento foi muito bem avaliado pelos participantes: 78% das empresas participantes “pivotaram” – ou seja, reviram o seu plano de negócio – e 100% confirmaram que seu produto tem potencial de mercado, de acordo com Américo Martins Craveiro, que integra a Coordenação Adjunta de Pesquisa para Inovação da FAPESP.

“O ambiente de treinamento é considerado motivador, desafiador e produtivo, tendo superado a expectativa de 85,7% dos participantes”, afirmou Craveiro.

A metodologia do treinamento inverte a lógica que, em geral, orienta empreendedores. “O foco está no cliente”, disse Flávio Grynszpan, membro da Coordenação da Área de Pesquisa para Inovação da FAPESP e um dos coordenadores do Programa.

Alinhar ideia inovadora às expectativas do cliente reduz risco de fracassos e aumenta as chances de sucesso do projeto. “No caso de insucesso, a metodologia permite que se limite o tempo e o investimento despendidos antes de a empresa abandonar o negócio”, disse Grynszpan.

Para cotejar o projeto com as demandas do mercado os empresários e pesquisadores participantes do treinamento têm que realizar, no mínimo, uma centena de entrevistas com potenciais clientes. “Nas entrevistas, a ideia não é vender a solução ao cliente, mas melhorar a proposta de valor em seu plano de negócio”, explicou Hélio Graciosa, que também integra a coordenação do treinamento.

Cada empresa participante do treinamento forma uma equipe com dois representantes que será apoiada por um mentor e um comentor indicados pela FAPESP e capacitados na metodologia. Mentores e comentores são empresários com experiência de negócios e conhecimento do mercado, que acompanham e orientam as equipes participantes do Programa – sem qualquer custo para a Fundação.

O PIPE Empreendedor é coordenado por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, tendo Grynszpan, Marcelo Nakagawa e Hélio Marcos Machado Graciosa como adjuntos.

Agência FAPESP