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A Província do Pará

Startup paulista de nanotecnologia cria máscara impermeável contra coronavírus

Publicado em 07 maio 2020

Por Elton Alisson | Agência FAPESP

Contribuir com inovação e tecnologia foi a forma que a startup paulista Nanox, em parceria com a indústria de brinquedos Elka, encontrou para ajudar no combate à pandemia causada pelo novo coronavírus. As empresas desenvolveram juntas uma máscara reutilizável, que pode ser lavada com sabão, feita com material antimicrobiano.

A Nanox, de São Carlos (SP), é a criadora e fornecedora do material, um polímero flexível com micropartículas à base de prata. A máscara ainda tem um filtro (o mesmo utilizado na máscara PFF2, que filtra microorganismos e partículas não biológicas) – esta é a única parte do equipamento que deve ser descartado após o uso.

Inicialmente, a produção é voltada para profissionais da área da saúde, pois a máscara foi classificada como um EPI – equipamento de proteção individual. A Elka, que tem fábrica em São Paulo, será a responsável pela produção e cerca de 10% dos itens fabricados serão doados para instituições de saúde.

A união das empresas para a fabricação da máscara surgiu a partir de um parceiro em comum da Nanox e da Elka na cidade de Boston, nos Estados Unidos, local em que a startup tem uma operação. Das primeiras conversas ao protótipo final da máscara – batizada de Oto – foram cerca de 40 dias. A produção será iniciada no dia 15 de maio, com projeção de fabricação de 5 mil a 6 mil máscaras por dia. De acordo com o sócio e CEO da Nanox, o químico Gustavo Simões, 70 mil unidades já foram vendidas antes mesmo do início da produção. Pedidos podem ser feitos no site da máscara.

A máscara segue o padrão daquelas já usadas pelos profissionais da saúde, semelhantes à N95. A diferença é que ela é impermeável, feita em plástico maleável – e por isso ajustável ao rosto – e contém em seu material o polímero de prata, que tem propriedades bactericidas e antimicrobianas.

“A máscara então pode ser reutilizada várias vezes, basta lavá-la com água e sabão antes e após o uso. Os filtros são descartáveis”, diz. A Nanox não produz o filtro. “A ideia é, em pouco tempo, aplicar o polímero de prata também nos filtros”, diz Simões.

Sobre a rapidez para desenvolver o produto, Simões é taxativo. “Esse é o resultado quando se investe em inovação. Não adianta investir quando o problema já está acontecendo. Não faria sentido lançarmos esse produto em setembro, por exemplo. Os investimentos em inovação precisam ser feitos a longo prazo.”

Além disso, enumera ele, a Anvisa flexibilizou as normas para fabricação de EPIs para a área da saúde por empresas que não são do setor com a Resolução de Diretoria Colegiada N° 356.

Origem do material

Criada em 2005, a Nanox é o resultado do incentivo à pesquisa nas universidades. Simões tem mestrado e doutorado em química pela Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). O polímero foi criado em um dos laboratórios da universidade. “É possível aplicá-lo em diversos tipos de materiais, como plástico, metais, madeira, papel e tintas”, conta.

A startup tem como clientes a Tramontina (para a produção de cabos de talheres) e a AltFilm (filme plástico que cobre alimentos), por exemplo. “Patenteamos essa tecnologia no Brasil, nos Estados Unidos e em países da Europa. Ao longo dos anos, estamos fazendo essas patentes e registrando a propriedade intelectual de acordo com os mercados que a gente quer atuar”, diz Simões.

A Nanox teve apoio de projetos como o Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e venceu o prêmio Finep de Inovação Tecnológica em 2007. Para Simões, a parceria com as universidades e instituições de apoio à pesquisa, como a Fapesp, são essenciais para a empresa.

“Eles nos ajudam correndo o risco tecnológico e a gente corre o risco de mercado”, acredita. Simões ainda diz que a pandemia causada pelo novo coronavírus está abrindo espaço para a Nanox. “Estamos recebendo muitas solicitações do mundo inteiro. A preocupação com materiais bactericidas é uma realidade.”

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