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Jornal da Cidade (Bauru, SP) online

Startup nascida na Unesp recebe o apoio de agência pública para crescer

Publicado em 30 janeiro 2019

A Omics Biotecnologia, empresa locada no Parque Tecnológico de Botucatu, foi contemplada em programa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e usa o recurso para aumentar a equipe e preparar o crescimento da startup. Iniciativa é de egressa do curso de medicina veterinária e desenvolve novos produtos baseados em células-tronco para uso na veterinária.

A Omics Biotecnologia foi uma das 19 selecionadas pelo programa Finep Startup. A iniciativa, inédita no país, busca apoiar a inovação em empresas nascentes com o aporte de recursos financeiros para execução de seus planos de crescimento. Ao longo de 2018, 503 propostas foram submetidas ao processo de seleção. O edital reservou R$ 18,5 milhões a serem divididos entre as startups.

O projeto apresentado pela Omics é o de desenvolver novos produtos baseados em células-tronco para uso em medicina veterinária. A empresa foi a única da área de biotecnologia a ser selecionada neste primeiro edital realizado pela Financiadora de Estudos e Projetos, empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação.

Criada pela ex-aluna de medicina veterinária e zootecnia do câmpus de Botucatu, Marina Landim e Alvarenga, a Omics Biotecnologia aplicou o recurso na contratação de promotores de venda, diretor de marketing e um técnico de laboratório. Tudo para aproximar os serviços da empresa a clínicas e hospitais veterinários que trabalham com terapia de células-tronco. Fundada no final de em 2014, a empresa começou as atividades em 2017, residindo no Parque Tecnológico de Botucatu. Atualmente a Omics ocupa duas salas no espaço: uma para a pesquisa e outra para a produção das células-tronco.

Marina explica que as células-tronco podem servir como um coadjuvante ao tratamento tradicional. "Elas ajudam a liberar substâncias que diminuem a inflamação, estimulam a reparação do tecido lesionado e o sistema imune do paciente. Trabalhamos com células-tronco mesenquimais adultas, de altíssima qualidade, que são extraídas do tecido adiposo de um animal doador. Para se ter ideia, em um tecido adiposo a gente tem 0,0001% de células-tronco. No laboratório a gente extrai e multiplica até atingir 10 milhões de células, que é a dose terapêutica utilizada", explica.

É um tratamento coadjuvante ao tratamento convencional o qual aumenta as taxas de recuperação e melhora qualidade e expectativa de vida dos animais", explica.

Além da Finep, outros três investidores-anjo apoiam o projeto, que deverá ser executado em até 5 anos. Para complementar, o projeto da Omics também foi aprovado pelo programa Pipe-Fapesp (fase 2) para o desenvolvimento de um novo produto baseado no cultivo de células-tronco.

Botucatu