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Startupi

Startup cria exposição em realidade virtual com apoio da Intel

Publicado em 23 fevereiro 2017

Ontem o Startupi foi até o Museu Catavento Cultural e Educacional, instituição de Ciência e Tecnologia da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo para acompanhar a exposição “Dinos do Brasil’, que mergulha no passado do planeta e aproxima o público dos dinossauros que habitaram o Brasil por meio de uma experiência imersiva e interativa de áudio e vídeo.

Todo o projeto foi idealizado pela startup brasileira VR Monkey, que desenvolve conteúdo de Realidade Virtual em alta qualidade, fundada pelos engenheiros Keila Matsumura e Pedro Kayatt. A exposição começou a ser produzida em 2013 e contou com 40 pessoas na equipe, desde desenvolvedores, cientistas e o Prof. Dr. Luiz Anelli, do Instituto de Geociências da USP.

A exibição, que dura 32 minutos, leva o público por um passeio guiado pelas paisagens primitivas do Brasil, de norte a sul, nos períodos triássico e cretáceo. Uberabatitan, Abelissauro, Unaissauro e Saturnália são os nomes de algumas das cerca de 20 espécies de dinossauros que habitaram o território brasileiro na era mesozóica, entre 250 milhões e 65 milhões de anos atrás. A bordo de uma cápsula do tempo, o visitante passeia por florestas, desertos e áreas vulcânicas que faziam parte do relevo do território nacional nesses períodos. Enquanto isso, dinossauros e outros bichos pré-históricos interagem com a paisagem e com o visitante.

Keila conta que o maior desafio para montar a exposição foi a falta de verba, pois tiveram que desenvolver toda a estrutura do local, além dos óculos e computadores. “Abordamos mais de 70 empresas e apenas a Intel e a Ambev decidiram nos apoiar. Conseguimos também um auxílio da FAPESP por meio do PIPE. Eu sou muito grata a eles, pois bater de porta em porta e receber vários ‘nãos’ faz com que você pense que o negócio não vai dar certo”, comenta a empreendedora.

Carlos Augusto Buarque, Diretor de Marketing da Intel Brasil, conta que em 2015, conversando com a sua equipe, surgiu o desejo de ter alguns projetos de Realidade Virtual que realmente aplicassem a tecnologia para fazer a diferença na vida das pessoas, e então chegaram até a VR Monkey, que já usavam softwares da Intel.”Essa exposição traz a adoção de uma nova tecnologia para educação, que causa impacto na sociedade, é um projeto muito bacana, por isso resolvemos apoiar”.

Sobre o mercado de Realidade Virtual no Brasil, Carlos destaca que os empreendedores além de utilizar a Realidade Virtual para entretenimento e games, precisam pensar em como essa tecnologia pode resolver um problema da sociedade. Ao acompanhar a exposição é impossível não pensar em diversas aplicações para tal. Seja para treinamentos, aulas e até na área da saúde.

Carlos conta que é preciso pensar também nas evoluções dessa tecnologia. “Uma coisa que a Intel está apostando é na Realidade Combinada, em que você coloca dentro da Realidade Virtual elementos do mundo real. Queremos ampliar o alcance, a influência e o poder da computação para melhorar a vida das pessoas e acreditamos que a realidade virtual vai criar maneiras de trabalharmos, estudarmos e nos divertir. Nossa parceria com a VR Monkey e o Catavento Cultural é parte de nossos esforços para fomentar a inovação e a cultura no País e ajudar a trazer esse tipo de tecnologia de ponta para o cotidiano do brasileiro”, finalza Carlos Augusto Buarque, diretor de marketing da Intel Brasil.

Serviço

Catavento Cultural e Educacional – Avenida Mercúrio, s/no, Parque Dom Pedro II, Centro – São Paulo/SP

Horários: 10h, 11h, 12h, 13h, 14h, 15h e 16h (de terça a sexta-feira sessões para grupos agendados, aos finais de semana, férias escolares e feriados é necessário retirar senha para participar da atividade).

Capacidade: 25 pessoas por sessão