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Startup brasileira de tecnologia inicia atividades na área química

Publicado em 09 março 2021

Com os recentes avanços nas áreas de software (Inteligência Artificial e métodos de aprendizado de máquina) e hardware (Internet das Coisas, uso de placas gráficas ou sensoriais para processamento de grandes quantidades de dados), surge uma grande corrida para se capturar os benefícios dessas tecnologias emergentes no segmento industrial.

É nesse cenário que nasceu a startup ReactorModel, dentro da Universidade de São Paulo, que conta com o prestigiado selo DNA USP, e se encontra atualmente incubada no CIETEC Ipen/USP. A empresa foi criada para oferecer ao mercado uma solução completa para a indústria química, desde a síntese de polímeros até o desenvolvimento de composições otimizadas, entregue em uma plataforma completa de formulação. Para isso, desenvolveu algoritmos proprietários que permitem a otimização na área química, como indústria de tintas, adesivos, HPC e outras.

Uma das tecnologias em etapa de pesquisa é a aplicação de Inteligência Artificial para o auxílio na formulação de novas composições. Para esta finalidade, contará com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), tendo inclusive a participação de pesquisador associado da Universidade de São Paulo.

A ReactorModel fornece um software que permite a formulação de resinas poliésteres e alquídicas com modernas funcionalidades, como o uso de algoritmo proprietário para a simulação de reações e o uso de ferramentas avançadas de otimização, como algoritmo genético. Este produto já se encontra em processo de instalação para testes em grandes empresas da indústria química.

Espera-se que, com essa plataforma digital, a indústria consiga acelerar seus processos internos de P&D, reduzindo o tempo na ordem de até 40% com significativos ganhos de produtividade. Tal aceleração se dá pela melhor captura e utilização dos dados produzidos pelos laboratórios da predição de propriedades na etapa inicial do desenvolvimento, com economia de tempo e recursos na execução de testes e otimização de formulações.

A redução do tempo de P&D possui reflexo direto na velocidade e qualidade de reformulações (time-to-market), com benefícios, tais como a antecipação de receitas no lançamento de novos produtos com a vantagem de realizar lançamento antes de seu concorrente. Este é um fator de grande competitividade que diferenciará empresas digitalizadas com as que possuem o processo anterior, com a produção manual. A adaptação da indústria será fator de sobrevivência em um mundo cada vez mais competitivo e globalizado.

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