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Startup brasileira cria a primeira inteligência artificial capaz de prever crimes

Publicado em 03 novembro 2021

Reconhecida pela Singularity University como tecnologia que pode melhorar a vida de mais de 1 bilhão de pessoas, solução desenvolvida pela Noleak Defence detecta riscos e ameaças ao analisar imagens de câmeras de monitoramento, com 100% de autoprendizagem, e eleva eficiência de equipes de segurança a novo patamar

A Noleak Defence, startup de inteligência artificial focada em análise comportamental, com atuação no Brasil e Canadá, criou a NoLeak Agatha, uma plataforma de inteligência artificial que detecta ameaças de crimes contra o patrimônio ao analisar imagens de câmeras de segurança em tempo real. “Vídeos analíticos geram muitos alarmes falsos e costumam ser ineficientes para identificar comportamentos suspeitos e acionar equipes de segurança de maneira assertiva e preditiva. Isso leva a segurança a ser reativa e não preventiva. A chegada da Agatha, que não tem similar no mundo, eleva a eficiência das equipes de segurança patrimonial para um novo patamar, porque passam a poder agir a tempo de evitar que crimes aconteçam e deixam de perder tempo com alarmes falsos”, explica Rafael Libardi, cofundador e CEO da empresa.

Reconhecida pela Singularity University como uma tecnologia que pode melhorar a vida de mais de 1 bilhão de pessoas, a Agatha foi desenvolvida para atender empresas de videomonitoramento do mercado de segurança patrimonial. O sistema é de fácil instalação, customizável, altamente escalável e comercializado no modelo SaaS, de software como serviço. A empresa já fechou contratos para instalar a solução em pelo menos 3 mil câmeras para atuar na proteção de 150 mil pessoas.

Combinando tecnologias de machine learning, deep learning e modelos de detecção de anomalias, a Noleak Agatha faz correlação de eventos de diversas câmeras e cria um score de risco para o ambiente que está sendo monitorado. Diferentemente de outros sistemas de inteligência artificial, a Agatha não se baseia apenas em aprendizado prévio. Seu aprendizado é automático, assim como sua capacidade de prever incidentes. “Com essa solução, basta conectar as câmeras e a Agatha aprenderá por si mesma. É 100% autoaprendizado, portanto, não há necessidade de treinar um grande conjunto de dados. Em duas semanas, ela aprende como proteger o ambiente ”, explica Libardi.

Disrupção e novos parâmetros - Com esses recursos, além de aumentar a agilidade e eficiência das equipes de segurança, a nova tecnologia poderá ainda agregar novos parâmetros e protocolos de prevenção em cada local monitorado. O fato de detectar riscos e ameaças de forma autônoma e preditiva, poderá trazer à tona informações novas para aperfeiçoar o score e os protocolos de segurança de diferentes áreas de um condomínio, agência bancária ou indústria, por exemplo.

A plataforma da Noleak Defence segue todas as recomendações da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). E entre suas inovações, a Agatha remove completamente qualquer preconceito de definição de perfil - como raça, gênero, idade ou condição social - que possa advir das técnicas tradicionais de vigilância. A NoLeak não utiliza os dados confidenciais coletados para qualquer propósito que não seja a proteção do próprio ambiente e dos seus usuários.

Sobre a Noleak Defence

Fundada em 2018, por Rafael Libardi, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, a Noleak Defense é uma spin-off da Data H, startup de inteligência artificial aplicada. Entre seus reconhecimentos, recebeu o título “A Start-up Mais Ambiciosa do Ano” pela NEXT.AI Toronto, uma das maiores aceleradoras especializadas em IA, – e a Singularity University reconheceu sua tecnologia como uma solução que pode melhorar a vida de mais de 1 bilhão de pessoas. Ao mesmo tempo, ela também foi selecionada para o NVIDIA Inception, programa da NVIDIA para ajudar startups e scaleups globais de IA a expandir seus negócios e escala. Em 2019, a Nokeak recebeu um aporte da Brinks que se tornou uma de suas acionistas. Além da Brinks, a Noleak já recebeu apoio financeiro da Fapesp, Funape, Finep, EMBRAPII, CEIA (UFG), SESI/SENAI, Sebrae e CNPQ.