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Startup apoiada pela Fapesp cria sala de realidade virtual no Catavento

Publicado em 02 março 2017

Sabia que a nova sala do Museu Catavento, a Dinos do Brasil, foi criada por uma startup apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)?

O projeto foi selecionado, em 2016, Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE). Mas tudo começou em 2013. “Apresentamos o projeto ao Museu Catavento e começamos a buscar patrocinadores”, conta a idealizadora e fundadora da start up VR Monkey, Keila Keiko. “No final de 2015, conseguimos obter o patrocínio da Intel e da Ambev por meio da Lei Rouanet. E, em 2016, o projeto foi selecionado pelo PIPE”, acrescenta. O custo foi de R$ 720 mil.

Na Sala Dinos, os visitantes entram numa sala de 100 metros quadrados, onde assistem expedição pela pré-história. Tudo acontece por meio de realidade virtual. E nessa viagem, de 30 minutos, as pessoas – com óculos de realidade virtual – conheçam algumas das quase 30 espécies de dinossauros que habitaram regiões do país ocupadas hoje pelos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraíba, Ceará, Maranhão e Minas Gerais.

Os ambientes foram recriados digitalmente, além dos próprios animais. Também há simulação de como caminhavam, os sons que produziam e alguns comportamentos que apresentavam, como o de predação e “furto” de ovos.

Para dar conta de tudo isso, os idealizadores tiveram a consultoria de Luiz Eduardo Anelli, professor de paleontologia do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IGC-USP). Autor de diversos livros sobre dinossauros do Brasil – um deles, para crianças, também intitulado “Dinos do Brasil” –, Anelli foi curador da exposição “Dinos na Oca e outros animais pré-históricos”, realizada em 2006, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, que registrou um dos maiores recordes de público entre as exposições realizadas em todo o país.

Já a reconstrução dos dinossauros foi feita pelo paleoartista Rodolfo Nogueira. “A premissa da expedição virtual é que não tivesse nada sem fundamentação geológica e paleontológica”, afirmou Anelli. “Tivemos a ajuda de um ótimo ilustrador, que desenhou os dinossauros com bastante conhecimento, o que facilitou bastante. Mas também levantamos muitos dados sobre relevo e vegetação dos ambientes nas épocas retratadas na exposição”, afirmou.

Do Portal do Governo