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Spin off do CDMF lança revestimento nanométrico para ferramentas cirúrgicas

Publicado em 15 maio 2020

Os pesquisadores Bruno H. Ramos de Lima, Tiago G. Conti e Lucas D. T. Leite fundadores da Chemi Engenharia de Materiais, spin off do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) apoiada pelo programa PIPE da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), acabam de lançar o Plenus Med, um revestimento cerâmico nanométrico que aumenta a dureza superficial das brocas e fresas cirúrgicas em 90% e diminui o atrito em 50%.

Tais propriedades são resultantes de um filme fino nanométrico de zircônia altamente aderido à superfície do aço inox que promove o aumento da durabilidade e a diminuição da temperatura de trabalho de brocas e fresas cirúrgicas. Ou seja, há uma grande redução da necrose do tecido/osso localmente e, consequentemente, uma recuperação pós-cirúrgica mais rápida e menos traumática. Esse revestimento já foi testado por diversos médicos, atingindo um alto índice de aprovação entre eles e um fabricante de instrumentos cirúrgicos (brocas, fresas, entre outros) já conseguiu a aprovação da Anvisa para sua aplicação em brocas, o lançamento comercial está previsto para o segundo semestre de 2020.

A tecnologia Plenus Med é aplicada em instrumentos de qualquer tamanho e forma, sem a necessidade de serem feitas modificações ou tratamentos prévios, além de manter a afiação das peças por mais tempo, garantindo a estabilidade e a confiança durante a cirurgia.

A espessura final do revestimento é menor que 0,2 micrômetros e não há perdas em relação a afiação dos instrumentos, o que o torna superior ao revestimento DLC (Diamond Like Carbon) ou diamantação, já utilizado em instrumentos cirúrgicos. Ademais, o instrumento com o revestimento Plenus Med é facilmente registrado na ANVISA, pois contém material atóxico e biocompatível.

Mais informações estão disponíveis em: www.nchemi.com/plenus

CDMF

O CDMF é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e recebe também investimento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a partir do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN).