Notícia

O Piauí

SP investiga biomarcadores para a detecção precoce da doença de Alzheimer (170 notícias)

Publicado em 29 de junho de 2025

No Olhar Digital J1 Notícia Jornal Desperta Cidade Blog do HP O Otimista online TV Alerta Zero Hora News Acontece no RS Guarulhos em Destaque MS em Foco Jornal Ponta Grossa Caderno Político Infofix Conexão Notícias Portal Chapada Grande Osvaldo Batista Dikajob TV Interbam Zatum Guia Viver Bem Jaguariaíva em Foco O Repórter Regional online J1 Notícias Jornal Tabloide online (Cotia, SP) Blog O Cubo Mustach Candeias Mix TV Caparaó V Notícias Panorâmica News Cotia 24 horas SCNotícias-BA Diário de Indaiatuba O Correspondente Manchete Política Chapada em alerta Portal NA - Nécessaire Affaires Grupo Bom dia Hora News Dipu - Diário Popular (São Paulo, SP) FocoNews A Voz do MS News Rede 1 Notícias Inteligência Brasil Imprensa A Notícia Digital Ceará em Pauta Quarteto Rádio Web Jornal Cidadã Cidade na Rede Bom Dia Baixada Bom dia Sorocaba Portal do Viola News Portal Globo Cidade CanavieiraNews J6 LIVE Portal WR News Bom Dia Barretos O Metropolitano News Mais Top News Casa da Maria Mandú Ancora News TVC Brasil Jornal Fluminense Portal Chico Sabe Tudo Portal Ribeira É Destaque Brasília A Gazeta de Rondônia Digital Click Itapema Batatais 24h Jornal Giro da Região Jornal Notícia Extra Notícias de Franca Rio Verde News Arena de Notícias Mais São Carlos THAP Notícias Gazeta Bahia Vamos adiante Diga Notícias Foco Paraíba Jornal MG Todo dia Portal VV8 Portal Brasil News Olhar Dinâmico (SP) Portal de Notícias Estado Maior VotuMais (SP) AW TV News Bom Dia Guarulhos Vilentim (SP) Conect Show Noticias Rádio Verona - 87,9 FM CONFAP — Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo (Distrito Federal) Portal Âncora 1 Jornal da Raposo Portal Genesis Mais Toledo Ponto Tocantins Notícias Rede Bom Dia São Paulo (São Paulo) Juruá Informativo Portal Tela Portal Super People Âncora News (Bahia) Diário de Ribeirão Branco Manchete Nacional Folha do Produtor Automobilismo em Goiás Canal Vox Notícias Bauru 24h O Poder Econômico Acesso Literário Alto Tietê News Agora Diário Elith Magazine Jornal Folha News Notícias ON Portal Oeste Portal de notícias Edmilson Luiz ABCD Aqui Rede Bom Dia ABC CSA Stúdio Web Rádio Diário de Notícias Berlengas News Lead Notícia RM7 Portal de notícias Acesso na Notícia Foco Rodoviário O Assunto Brasil Bonfim Digital 360Hoje Poder MS Amazon Times bdbauru.com.br Portal ABC Bom dia Campinas Tribuna de Jundiaí No ponto do fato visaonewsnoticias.com.br Imprensa Brasil UFSCAR

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) estão desenvolvendo um painel de biomarcadores para a detecção precoce da doença de Alzheimer e para a diferenciação da doença de outros tipos de demência, por meio de testes de sangue. O projeto de pesquisa, apoiado pela FAPESP, tem como base a análise do genótipo de 500 voluntários com e sem a doença.

Um dos achados mais recentes do grupo de pesquisadores, publicado na revista Neurobiology of Aging , foi a identificação de que uma alteração genética rara – relacionada à doença de Alzheimer – também está associada a níveis elevados da proteína ADAM10. No trabalho, 85 indivíduos com comprometimento cognitivo e a condição genética apresentaram níveis elevados da proteína no sangue.

A proteína é conhecida entre os cientistas pelo papel de clivar (quebrar) a proteína precursora da beta-amiloide, impedindo assim a formação de placas no cérebro – um dos marcos da doença de Alzheimer.

“A ADAM10 é uma antiga candidata a biomarcador da doença de Alzheimer que, nos últimos anos, tem ganhado destaque devido ao avanço de equipamentos ultrassensíveis que permitem detectar essas moléculas em concentrações muito baixas no plasma sanguíneo”, explica Márcia Regina Cominetti, do Laboratório de Biologia do Envelhecimento (Laben-UFSCar), uma das coordenadoras do projeto.

De acordo com o estudo, a condição genética (alterações no alelo E4 do gene APOE) pode resultar no aumento de moléculas ADAM10 inativas no sangue. Isso, portanto, reduziria a quantidade de moléculas ativas – diminuindo também a capacidade de inibir a formação de placas beta-amiloide no cérebro.

Doença complexa

A doença de Alzheimer é a principal causa de demência no mundo, afetando mais de 35,6 milhões de pessoas. Além de não ter cura, seu diagnóstico continua sendo um grande desafio para a medicina. Quanto antes for identificada, maior a possibilidade de adiar o aparecimento de seus sintomas. Isso porque até agora a provável reversão do processo neurodegenerativo só é possível em um estágio anterior da doença, conhecido como comprometimento neurocognitivo leve – caracterizado por declínio cognitivo, mas sem afetar significativamente a funcionalidade do indivíduo.

Nesse contexto, os pesquisadores da UFSCar buscam desenvolver testes sanguíneos de prognóstico com base na ADAM10 capazes de identificar, entre os indivíduos com comprometimento cognitivo leve, quais têm maior risco de desenvolver Alzheimer.

“Nossos estudos indicam que não apenas no caso dessa condição rara, mas também nas outras causas de doença de Alzheimer, a ADAM10 atua numa via anterior ao processo de formação das placas beta-amiloide. Com isso, é possível, se tudo correr como a nossa hipótese prevê, que ela seja um marcador prognóstico, indicando, antes da formação desses marcos patológicos, se a pessoa tem chance ou não de desenvolver a doença”, diz a pesquisadora.

Cominetti ressalta que, atualmente, a detecção de placas beta-amiloide no cérebro e da proteína TAU hiperfosforilada (outro marco da doença de Alzheimer) apresenta alta precisão no diagnóstico. “No entanto, diferenciar uma demência da outra ainda é um grande desafio. Nesse sentido, uma combinação de biomarcadores poderia, por exemplo, viabilizar triagens populacionais mais amplas por meio de exames de sangue”, afirma.

Por meio de uma parceria entre os departamentos de Química e Gerontologia da UFSCar, o projeto de pesquisa desenvolveu um sensor que se baseia nos níveis de ADAM10 do sangue para diferenciar idosos saudáveis ou com Alzheimer. O teste ainda está sendo validado em estudos com os 500 voluntários.

“Estamos caminhando em busca de marcadores de prognóstico para a doença. Muitas pessoas se perguntam qual o motivo de buscar um diagnóstico, se ainda não existe a cura para o Alzheimer. O fato é que trabalhamos no longo prazo. Em algum momento pode aparecer uma cura e então será de extrema importância ter um método diagnóstico como o que estamos nos propondo a desenvolver”, diz.

Outro aspecto importante do projeto destacado por Cominetti é a construção de um banco de dados diverso não só geneticamente, mas também muito heterogêneo em fatores de risco para o Alzheimer, como escolaridade, renda e qualidade de vida. “Finalizamos o sequenciamento genético dos 500 voluntários, criando um banco sem igual no mundo. Além de refletir a variabilidade genética brasileira, o banco de dados é resultado de uma população que apresenta características distintas da do Norte Global, onde a maioria das pesquisas é conduzida. Isso é importante, pois é sabido que a relevância dos fatores de risco para Alzheimer pode variar entre regiões ricas e pobres”, explica Cominetti.