Notícia

Página Rural

SP: Instituto Agronômico realiza workshop para debater os desafios da bioeconomia no Brasil

Publicado em 29 junho 2016

Campinas/SP - O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, ressaltou a importância das discussões para promover a transição do atual sistema produtivo brasileiro para a bioeconomia, durante a abertura do "1º Workshop de Bioeconomia: Uma oportunidade para o Brasil de uma economia baseada em recursos fósseis rumo à bioeconomia". O evento foi realizado nos dias 28 e 29 de junho, na sede do Instituto Agronômico (IAC), em Campinas. O encontro é uma realização do IAC e do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), da Secretaria, e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).


"É impositiva a transição para a bioeconomia no País e no mundo e é uma determinação do governador Geraldo Alckmin. A demanda ocasionada pelas mudanças climáticas mundiais e do ponto de vista de uma legislação federal e estadual muito rigorosa, que impõe metas de corte de emissão de gases de efeito estufa, torna este conceito indispensável para fazermos este encaminhamento. Só teremos condições de fazer isso com a mudança nos padrões de produção e de consumo”, afirmou Arnaldo Jardim.

“Tanto no ponto de vista de energia quanto de transportes, isso poderá ser feito de maneira contundente e com efeitos mais mensuráveis a curto prazo, tendo como fator a produção agropecuária", avaliou o secretário. “A presença de nossos institutos de pesquisa na programação é um indicativo dessa questão, tanto no tratamento de resíduos como na questão da saudabilidade dos alimentos”.

Para o prefeito de Campinas, Jonas Donizette, a realização do workshop é importante porque permite traçar linhas estratégicas para implantar a bioeconomia no País, em sintonia com os objetivos do Agropolo Campinas-Brasil. “Poucas cidades como Campinas teriam oportunidade de fazer este trabalho, pois aqui reunimos uma grande força de conhecimento, uma junção de esforços e objetivos em comum. E a partir do Agropolo Campinas-Brasil, estamos fazendo a interligação de uma rede que já existe. A ideia é que a partir da experiência do município, estabelecer uma política de nação, com foco na agregação de valor, geração de renda e redução das emissões de gases de efeito estufa”, explicou.

“O Brasil já faz descobertas de novas tecnologias, aumentando a produtividade, diminuindo o custo de produção e tornando o alimento mais barato. Se existe um setor em que a pesquisa é conectada com os resultados é o da bioeconomia, o que torna ainda mais importante a realização deste workshop, para tornar sua implantação ainda mais eficiente”, afirmou o diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Henrique de Brito Cruz.

Para o coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Orlando Melo de Castro, a bioeconomia suscita “um novo modelo de trabalho em conjunto, para que as instituições possam avançar. Trabalhou-se muito tempo de forma isolada; agora é preciso buscar essa sinergia entre os setores acadêmico- científico e produtivo”, afirmou.

A abertura do evento contou também com a participação do diretor-geral do IAC, Sérgio Augusto Morais Carbonell; do representante do Agropolis International, Eric Fargeas; e de Celso Barbosa, do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic/Fiesp).

Público
Com mais de 170 inscrições, o workshop atraiu a atenção de pesquisadores e profissionais dos segmentos de alimentação, agricultura e saúde, que buscaram melhor entendimento sobre este novo conceito da bioeconomia, os passos para sua implantação no Brasil e benefícios para a agropecuária.

Maria Paula Giulianetti, mestranda da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), acompanhou a programação dos dois dias de evento, com o objetivo de se atualizar sobre a transição da economia baseada em combustíveis fósseis e o conceito de ‘química verde’. “Acredito que a bioeconomia deverá ficar mais forte no Brasil nos próximos anos, pois o País precisa desenvolver novos tipos de energia sustentável. O nosso País tem muito a oferecer, é preciso explorar de forma adequada todos os recursos que temos disponíveis. Ainda é um desafio, mas creio que estamos no caminho certo”, disse.

Para a empresária do setor de nanotecnologia Carla Abrahão Caritá, “o desafio é promover as condições para fazer a integração de diversas áreas em polos. Ainda é um tema muito novo para a sociedade, pois a inovação colaborativa exige uma mudança cultural da nossa população. Mas essa discussão proposta no workshop, com experiências internacionais, é um começo”, finalizou a profissional.


Fonte: SAA/SP