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SP: Esalq e Anpii celebram acordo de cooperação

Publicado em 22 agosto 2019

Esse é o objetivo de um acordo celebrado hoje (22), entre a Esalq e a Anpii (Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes). "É importante essa relação entre a universidade e a Anpii porque a universidade tem como missão fazer ensino, pesquisa e extensão e acordos como esse propiciam a realização dessas premissas de forma associada. A aproximação com a Anpii possibilita o contato com as demandas da sociedade nesse setor. Esse é um círculo virtuoso para a universidade e para a sociedade, que é o objetivo final de todos nós", afirmou o diretor da Esalq, professor Durval Dourado Neto.

A Anpii representa 11 empresas nacionais que atuam no ramo de bioinoculantes e segundo seu presidente, José Roberto de Castro, esse setor começou a ganhar relevância com a implantação do cultivo da soja, na década de 1960. "De lá para cá a soja vem crescendo de uma forma importante no território nacional e o inoculante acabou se tornando um insumo essencial uma vez que permite que a soja obtenha todo o nitrogênio que necessita para o seu desenvolvimento", reforça.

Da mesma maneira, os inoculantes são usados hoje em outros cultivos de relevância, como o feijão, o milho, entre outros. Em 2010, um projeto Fapesp-Fapeam, envolvendo pesquisadores da Esalq, buscou isolar bactérias do guaranazeiro visando especialmente o controle de um fungo nas lavouras da planta, mas também com interesse de busca por microrganismos com algum potencial biotecnológico. "Da rizosfera - região em volta da raiz - do guaranazeiro foi separado um grupo de 100 bactérias com o propósito de avaliar o potencial de crescimento das plantas, mas como o cultivo do guaraná em São Paulo não obteve sucesso devido às condições agroclimáticas, adotamos o milho por apresentar uma composição microbiana relativamente compatível com o guaraná", explica a professora Maria Carolina Quecine Verdi, do departamento de Genética, que desenvolve estudos nessa área no laboratório de Genética de Microrganismos e assume a coordenação técnica do acordo Esalq-Anpii.

O convênio Anpii-Esalq permitirá desenvolver um produto à base da bactéria Bacillus sp. RZ2MS9, já que um estudo finalizado em 2017 na Esalq revelou o potencial dessa bactéria, aumentando a produtividade de milho e soja.

Com a celebração do acordo, o presidente da Anpii mostrou-se confiante com a possibilidade de oferecer aos produtores uma solução biológica eficiente. "Essa parceria com a Esalq é importante pois a instituição tem uma tradição forte no desenvolvimento de soluções agrícolas, como também, no seu departamento de Genética, profissionais com amplo conhecimento na párea de microrganismos. Assim esperamos em um futuro muito próximo disponibilizar soluções de grande interesse para agricultura brasileira", finalizou.

O convênio Esalq-Anpii tem gestão administrativa e financeira da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq).