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SP: encontro na Fapesp discute resultados de projetos em mudanças climáticas

Publicado em 14 junho 2017

A Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesp) realiza em 19 e 20 de junho, encontro onde serão apresentados e discutidos os resultados de projetos de pesquisa do Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais, buscando facilitar a integração e troca de conhecimento entre os pesquisadores e estudantes envolvidos.

Ricardo Figueiredo, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), é responsável pelo projeto Impacto das mudanças climáticas sobre a hidrobiogeoquímica de duas pequenas bacias contribuintes do Sistema Cantareira em área atendida por programa de pagamento por serviços ambientais, financiado pela Fapesp, com a parceria de pesquisadores da Esalq/USP, Cena/USP, IAG/USP e ARS/USDA, com participação de dois técnicos e dois estagiários com bolsas da Fapesp e do CNPq, iniciado em setembro de 2016, com 24 meses de duração, cujos resultados serão apresentados em 20 de junho.

Conforme Figueiredo, “esse projeto visa realizar uma avaliação científica dos resultados de uma política pública de pagamento por serviços ambientais (PSA) implantada no município de Extrema (MG), em áreas de cabeceira de bacia contribuinte para o Sistema Cantareira, o qual encontra-se no centro das discussões sobre a crise hídrica no Estado de São Paulo”.

Os estudos consideram as alterações climáticas projetadas por meio de modelos matemáticos e respectivos cenários de mudanças, procurando avaliar seu impactos sobre a hidrobiogeoquímica de duas pequenas bacias (quase 2.000 hectares), incluindo estudos em suas áreas de nascentes e, conferindo os resultados esperados do PSA.

Para isso, informa Figueiredo, é dada a continuidade ao monitoramento da qualidade e quantidade dos recursos hídricos dessas bacias pela equipe do projeto, assim como é aperfeiçoada a aplicação de modelos hidrológicos em diferentes escalas, que considerem as práticas agrícolas, as mudanças de usos da terra, a cobertura vegetal alterada de Mata Atlântica, os solos e a topografia, além do comportamento climático, no que se refere à dinâmica hidrológica e biogeoquímica.

“Pretende-se, a partir dos resultados e sua discussão com a comunidade interessada e tomadores de decisão, balizar ações relacionadas a políticas de gestão ambiental na área estudada e similares”, diz Figueiredo.

As ações previstas nesse estudos podem ser resumidas como: organizar uma base de dados ambientais da região estudada; estabelecer monitoramento em duas estações de amostragem no deflúvio das duas bacias para quantificação da descarga e caracterização da hidrobiogeoquímica fluvial, com a realização complementar de análises laboratoriais; aplicar os modelos AgES-W e Mike SHE para avaliar os efeitos das mudanças de uso da terra na quantidade e qualidade da água e simular os efeitos combinados das mudanças climáticas previstas.

Confira a programação completa.

Fonte: Embrapa Meio Ambiente