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SP: 14% dos alunos da rede pública têm obesidade

Publicado em 23 janeiro 2007

Uma avaliação feita com alunos da rede pública de ensino da capital paulista aponta que 14% dos estudantes apresentam algum grau de obesidade. A pesquisa avaliou 9.720 alunos, metade do sexo masculino e metade do feminino, entre 11 e 18 anos.
Dentre os escolares avaliados, metade do sexo masculino e metade do feminino, 11% dos meninos apresentaram desnutrição leve ou moderada e 14% algum grau de obesidade. Os índices entre as meninas foram de 12,7% e 14,9%, respectivamente, de acordo com a Agência Fapesp. Com relação às faixas etárias, a maior prevalência de alteração do estado de nutrição ocorreu nos escolares de 11 anos de idade.
O trabalho começou em 2005, quando mais de 300 professores foram capacitados em três edições de um curso ministrado gratuitamente pelo projeto Avaliação do Estado de Nutrição de Escolares (Aene), do Núcleo de Estudos sobre Obesidade e Exercícios Físicos (Neobe) da Universidade de São Paulo (USP).
Depois de serem diagnosticados pelo projeto, os alunos em risco de obesidade e desnutrição passaram por tratamentos específicos em postos de saúde da capital paulista e os pais foram alertados para o problema. Cláudia Cezar, pesquisadora responsável pelo trabalho e coordenadora do Neobe/USP, ressalta que, apesar de o índice de obesidade do estudo ser baixo do ponto de vista epidemiológico, quando comparado a países como os Estados Unidos o Brasil necessita de políticas de saúde que interfiram na educação alimentar dos jovens.

Educação física em aulas teóricas
Os professores que participaram dos cursos do projeto foram capacitados para implantar técnicas de avaliação do estado de nutrição dos escolares, coletar dados antropométricos de seus alunos, apresentar resultados e sensibilizar pais e responsáveis para a busca por tratamentos, quando necessário.