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Cruzeiro do Sul

Sorocaba tem 35 projetos apoiados pela Fapesp

Publicado em 21 março 2016

Por Sabrina Souza

Sorocaba possui atualmente 35 projetos apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), dentre os principais programas de financiamentos e concessão de bolsas oferecidos pelo órgão. A maioria deles faz parte do Auxílio Regular, com 27 projetos. O Auxílio Regular oferece financiamento para projetos de pesquisa individuais a serem desenvolvidos sob a responsabilidade de um pesquisador responsável com título de doutor ou qualificação equivalente. O restante está distribuído entre o Programa de Pesquisa para Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE), com cinco projetos, e os Programas Bioen Regular, ligado à bioenergia, e Biota Jovens Pesquisadores, voltado para pesquisas em caracterização, conservação, restauração e uso sustentável da biodiversidade, com dois e um projeto, respectivamente. Dentre os municípios com número similar de habitantes no Estado, a cidade está atrás de Ribeirão Preto (274), São José dos Campos (112), Santo André (70) e São José do Rio Preto (51) e à frente de Guarulhos (20), São Bernardo do Campo (17) e Osasco (2).

Um dos projetos em andamento é desenvolvido no câmpus Sorocaba da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e trata do desenvolvimento de inseticidas e repelentes para o combate de pragas em plantações orgânicas. O professor Leonardo Fernandes Fraceto, responsável pela pesquisa, explica que o grupo é formado por alunos da pós-graduação e trabalha na criação de sistemas com substâncias naturais, capazes de liberar esses ativos repelentes de forma lenta. “Os ativos são encapsulados em partículas de polímeros, como a proteína do milho, por exemplo, que promovem essa liberação gradual. É a junção de produtos naturais com nanotecnologia”, resume. Ao todo são seis substâncias utilizadas, dentre as quais estão os óleos de cravo, de alho e de plantas como a citronela.

O estudo está na fase de produção dos sistemas em grande escala, para que possam ser aplicados e testados na agricultura — o que será feito em parceria com outros centros universitários. “Outro objetivo é associar duas ou mais substâncias para evitar a criação de resistência dos insetos e ervas daninhas”, afirma Fraceto. A principal vantagem desses ativos, cita o pesquisador, é a redução de custos e dos danos tanto para o meio ambiente como para o ser humano, já que são aplicados uma vez e liberados de forma gradual. “O principal desafio é encontrar o limite de concentração que seja eficiente sem que esse produto não se torne tóxico”, finaliza. Segundo ele, a pesquisa também está abrindo portas para a criação de repelentes mais eficientes contra o mosquito Aedes aegypti.

Inovação

Financiado pelo PIPE, o projeto em andamento na empresa local de automação industrial Citisystems tem por objetivo desenvolver o primeiro veículo nacional para organização de pallets nos estoques das empresas. De acordo com o diretor Cristiano Bertolucci Silveira, atualmente esse trabalho é feito de forma manual, o que traz problemas ergonômicos aos trabalhadores, ou com o uso de esteiras, que são caras para comprar. “Ambos acarretam em alto custo, seja pelo investimento necessário ou pelo grande número de pessoas envolvidas”, relata. Chamado de AGV, o veículo tem sistema inteligente que calcula as direções e é voltado para qualquer empresa que tenha estoque. “Estamos na fase do desenvolvimento do sistema de visão do protótipo”, cita Cristiano.

Órgão disponibiliza até R$ 10 mi para projetos de combate ao zika

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciaram uma chamada conjunta para receber propostas de pesquisas voltadas ao desenvolvimento de tecnologias para o combate ao vírus zika e ao mosquito Aedes aegypti realizadas por empresas. Os valores disponíveis chegam a R$ 10 milhões, concedidos em partes iguais por meio da concessão de recursos não reembolsáveis da Fapesp e da subvenção econômica da Finep.

A chamada, segundo o órgão, é um esforço conjunto para apoiar pesquisas voltadas ao desenvolvimento de tecnologias para produtos, serviços e processos para o combate ao vetor e ao vírus a ele associado, oferece financiamento não reembolsável para a execução de pesquisa científica e/ou tecnológica em microempresas, empresas de pequeno porte, pequenas empresas ou médias empresas sediadas no Estado de São Paulo.

As propostas aprovadas receberão aporte de até R$ 1,5 milhão por projeto, que deverão, em até 24 meses, desenvolver processos e serviços inovadores para que os produtos possam ser inseridos no mercado. Os projetos de pesquisa selecionados na chamada deverão ser desenvolvidos por pesquisadores que tenham vínculo empregatício com empresas ou que estejam associados a elas para sua realização. O edital busca mobilizar essas empresas para atacarem desafios ligados ao controle do Aedes e ao combate aos vírus a ele associados”, diz. O prazo final para apresentação de propostas é 4 de abril de 2016.

(Da redação com informações da Fapesp)