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Solarização: Estudo comprova eficiência na eliminação de fungos

Publicado em 18 março 2013

O trabalho "Solarização em microcosmo: efeito de materiais vegetais na sobrevivência de fitopatógenos de solo e na produção de voláteis", desenvolvido na FCA a partir da tese de doutorado de Marco Antonio Basseto, ganhou o "Prêmio Summa Phytopathologica", que destaca o melhor trabalho publicado pela revista homônima em 2012. A premiação foi anunciada durante o XXXVI Congresso Paulista de Fitopatologia, realizado em fevereiro de 2013, em São Paulo.

Orientado pelo professor Edson Luiz Furtado, do Departamento de Proteção de Plantas da FCA, o trabalho é inovador por incrementar a técnica da solarização, utilizada no combate a alguns fungos de solo, com a utilização de materiais vegetais incorporados ao solo.

No campo, normalmente, a solarização é aplicada após o preparo do solo. "Depois de arar, gradear e subsolar um determinado terreno, é aplicada água e feita uma cobertura plástica para potencializar a ação solar", explica o professor Furtado. "O plástico forma uma câmara de alta temperatura abaixo dele. A temperatura pode até atingir 55 graus, o que elimina uma grande parte dos microrganismos fitopatogênicos".

No entanto, a solarização não dá resultado para todas as espécies de fungos. Ao adicionar materiais vegetais, como folhas de mandioca ou brássicas (couve, brócolis, etc) picadas, na etapa de cobertura do terreno, o calor e os microrganismos degradadores provocarão a formação de gases tóxicos para os fitopatógenos.

No trabalho de Basseto, desenvolvido com apoio da Fapesp, a eficiência do procedimento foi confirmada numa avaliação mais rigorosa, aplicando-o em microcosmo, ou seja, em estruturas de vidro onde é possível colocar o solo e fazer os diferentes tratamentos, adicionando fitopatógenos ou agentes controladores. E os resultados foram positivos. "É um trabalho inédito na literatura mundial", salienta o professor Furtado. "A técnica foi eficiente para eliminar os fungos de solo, que constituem um sério problema, para diversas plantas cultivadas, como as hortaliças, feijão, soja, algodão e plasticulturas (cultivo protegido)".

Durante o XXXVI Congresso Paulista de Fitopatologia, o trabalho "Identificação de espécies de Fusicoccum causadoras da podridão em frutos de abacate", também desenvolvido na FCA sob a orientação do professor Furtado e que teve como autor principal a pós-doutoranda Ana Carolina Firmino, recebeu Menção Honrosa.

Agrolink com informações de assessoria