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Software substitui pranchetas e auxilia treinadores de futebol

Publicado em 27 junho 2012

A ClanSoft, empresa spin off formada, em 2009, pelos engenheiros da computação, Pedro Henrique Borges de Almeida, Danilo Lacerda e Fernando Closs, todos ex-estudantes do instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), lançaram um software que possibilita que os treinadores de futebol preparem, eletronicamente, a escalação tática da equipe, além de ajudar no estudo de decisões estratégicas, na realização de simulações e na análise de jogos por meio de irmagens de vídeo.

Em diversas regiões do Brasil os treinadores de futebol já estão abandonando suas velhas pranchetas para aderir ao novo sistema de preleção. O projeto “Pesquisa e Desenvolvimento de uma Aplicação de Apoio a Esportes Coletivos Utilizando TabletPC” foi desenvolvido com o apoio do Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe).

De acordo com Pedro Almeida, o software, cuja versão atual é comercializada desde março de 2010, é utilizado por treinadores na maioria das agremiações do interior de São Paulo – em especial nas categorias de base, mas também em alguns times profissionais, como o da Ponte Preta, de Campinas -, além de clubes como o InternacionaI (RS),o Bahia (BA)e o Figueirense (SC). O Tactica1 Pad também é usado pela seleção sub-21 de Portugal e pela seleção principal da Coreia do Sul.

Segundo Almeida, a ferramenta já foi testada por membros da comissão técnica dos times profissionais do Palmeiras e do Corinthians e a partir de agora será adotada por todas as seleções de base da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Em 2009, Almeida fazia um mestrado em Ciência da Computação na Unicamp, sobre ouso de tablets para aplicações educacionais, quando Closs – que trabalhava com Lacerda no Instituto Venturus de Inovação Tecnológica – sugeriu que os três se unissem para desenvolver uma prancheta eletrôníca, “Logo percebemos que os treinadores brasileiros não adotavam esse tipo de solução tecnológica”, disse Almeida à Agência Fapesp. Dessa maneira, o trio passou a estudar o mercado e avaliar o nível de maturidade dos softwares já existentes.

A concepção do produto contou com a colaboração de profissionais de diferentes comissões técnicas, que mais tarde se tornaram usuários da nova ferramenta de preleção.