Notícia

DCI

Software auxilia no ensino infantil

Publicado em 16 abril 2002

As crianças normais ou com distúrbios de aprendizagem já podem ter acesso à educação infantil e ao ensino fundamental em suas casas ou até mesmo na escola, através da internet. A empresa EINA (Estudos em Inteligência Natural e Artificial) lançou a revista eletrônica 'Enscer- Ensinando o Cérebro' (http://www.enscer.com.br/), que utiliza os conhecimentos da neurociência para orientar as estratégias do processo de aprendizagem. Esse programa teve início com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em 2000. Na Fapesp, a empresa Eina participou do Programa de Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE), onde foi desenvolvido um 'software' para manuseio da atividade educacional no computador. Instituições como o colégio Clip, de Guarulhos e APAE, de Jundiaí, já estão usando o sistema. Segundo o médico Armando da Rocha, responsável pelo projeto, o objetivo da revista é fornecer materiais teóricos e práticos com conteúdo científico moderno, que possam ser utilizados para a avaliação e o desenvolvimento cognitivo das crianças. Por meio de uma mensalidade, é possível ter acesso às revistas, histórias em quadrinhos, roteiros de atividades e exercícios informatizados divididos em disciplinas, de acordo com cada série. Além disso, o assinante recebe um CD-ROM contendo material didático áudio-visual. De acordo com Rocha, como forma de divulgação, estão disponíveis gratuitamente pela internet os volumes 1 e 2 da revista Enscer. A aplicação da revista Enscer nas instituições APAE e Clip, segundo Rocha, está sendo acompanhada por um trabalho científico que utiliza um eletroencefalograma que analisa o funcionamento do cérebro de cada criança. "Com isso, é possível desenvolver um método de aprendizagem que atende especificamente às necessidades e identifica as dificuldades de cada indivíduo", diz. De acordo com Rocha, todas as crianças, mesmo as com distúrbios de aprendizagem, têm capacidade de aprender, a diferença está no tempo de aprendizado. "Analisamos grupos de crianças e jovens adultos e verificamos que as mulheres levam mais tempo para desenvolver um raciocínio matemático." PROJETO Segundo Rocha, essa programa teve início com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em 2000, e foi finalizado recentemente com os recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Cnpq). O estudo completo consumiu investimentos de R$ 800 mil. Na Fapesp, a empresa Eina participou do Programa de Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE), onde foi desenvolvido um 'software' para manuseio da atividade educacional no computador e também o aparelho eletroencefalograma, que analisa as atividades cerebrais de um indivíduo, por meio de dois computadores. São colocados eletrodos na cabeça do indivíduo que realiza exercícios, como cálculos aritméticos, num computador. Esses eletrodos enviam mensagens das atividades cerebrais para outro computador, onde são analisadas.