Notícia

DL News

Sob pressão, Doria cancela corte de benefício para insumo agrícola de alimentos e genéricos (139 notícias)

Publicado em 06 de janeiro de 2021

UOL Portal do Governo do Estado de São Paulo Portal do Governo do Estado de São Paulo BOL BOL Meio Norte (Piauí) G1 Folha da Região (Araçatuba, SP) Jornal Primeira Página Jornal Primeira Página Estado de Minas online MSN (Brasil) Portal Exame Portal R7 IstoÉ Dinheiro online TV Globo Dinheiro Rural online Jornal O Imparcial (Araraquara, SP) Veja São Paulo online Nexo Jornal SBT Interior Press From Brasil (EUA) NMQB (China) India Education Diary (Índia) Rede Globo Diário de Cuiabá online O Imparcial (Presidente Prudente, SP) O Dia (SP) Folha de Londrina online IDEA Jornal da Manhã (Marília, SP) online Guarulhosweb Jornal Cidade (Rio Claro, SP) A Crítica (MS) online Veja São Paulo Brasilagro USP São Carlos Folha Vitória online Portal do Holanda Portal do Holanda São Carlos Agora Brasil de Fato online A Tribuna (ES) online O Liberal (Americana, SP) online Jornal da USP online ABC do ABC Jornal GGN O Imparcial (Presidente Prudente, SP) online Diário do Sudoeste (Pato Branco, PR) online TN Online Meon Notícias Botucatu HiperNotícias Vitória News Aqui Notícias online Tribuna do Sertão Repórter Diário SBQ - Sociedade Brasileira de Química Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública Tribuna (Ribeirão Preto, SP) Portal Canaonline Jornal da Manhã (Marília, SP) Folha de Valinhos online Capadocianas Blog do Welbi Campinas Press Mix Vale Mix Vale Mix Vale Mix Vale Tribuna do Agreste Grupo Orzil CGN Tribuna do Interior online BR18 Diário da Região (Osasco, SP) Tribuna Liberal Head Topics (Brasil) Guarulhos Hoje online O Diário de Mogi Brazilian Report O Diário do Vale 6 minutos FasterNet Jornal Opinião (Araras, SP) Rede Massa SBT Revista Questão de Ciência Wap (China) Nas Notícias Acesse Política Tribuna Ribeirão online ISN Portal Shotoe (Brasil) Brasil Amazônia Agora Jornal de Itatiba online Jornal da Comarca (Palmital, SP) online Jornal Verdade (Franca, SP) Diário Popular IPTV ExNEPe - Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia Blog Leandro Leandro Correio da Manhã (RJ) Barulho Curitiba Índices Bovespa iMove Web iMove Web Portal EconomiaBR Júnior Padão Juntos!
Por Igor Gielow

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Devido ao acirramento da pandemia e em meio a pressões, o governo de São Paulo cancelou alguns dos cortes de 20% de benefícios de seu pacote de ajuste fiscal aprovado em outubro.

Ficam fora da renúncia total ou parcial de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) insumos agropecuários para a produção de alimentos e medicamentos genéricos.

Com isso, três dos setores em que houve maiores queixas são atendidos.

Segundo disse em reunião com secretários na noite desta quarta (6) o governador João Doria (PSDB), a realidade no momento em que o projeto de lei sobre o tema foi enviado à Assembleia Legislativa era outra: a curva de mortes e infecções pelo novo coronavírus era descendente.

O texto do projeto de lei 529 havia sido apresentado em 13 de agosto, sendo votado em 16 de outubro.

Ele previa 20% de corte de todos os benefícios fiscais, visando uma economia de R$ 7 bilhões este ano. As contas agora estão sendo refeitas, e não se sabe se haverá medidas compensatórias adicionais.

A partir do fim do mês de sua aprovação, a pandemia voltou a recrudescer no país, São Paulo inclusive, levando ao estágio de crise atual.

Além disso, o corte provocou uma grita enorme dos setores afetados, que vem sendo usada por adversários políticos do tucano, a começar pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ambos deverão se enfrentar na disputa de 2022.

A principal redução de benefícios incidia sobre produtos ou serviços com isenção ou alíquotas baixas de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), o principal tributo estadual. Para críticos, era um aumento de carga tributária disfarçado.

Inicialmente, as queixas foram concentradas na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), adversária política de Doria, que previa um repasse de preços ao consumidor em janeiro que foi classificado como exagerado pela Secretaria de Fazenda.

Só que as reclamaçõe se espraiaram, com ações judiciais ora em curso contra a medida, promovidas por entidades como o sindicato das farmacêuticas, o Sindusfarma.

Os genéricos, que pagavam 12% de ICMS, passariam a pagar 13,3%. No geral, o sindicato estimou em quase 22% o aumento médio do preço de medicamentos neste ano. Hospitais privados também protestaram.

Politicamente, a pressão veio também de grupos bolsonaristas aliados de produtores rurais, que promovem uma campanha virtual contra Doria e marcaram um tratoraço em dezenas de cidades do interior paulista nesta quinta (7).

Boa parte dos insumos do setor, como fertilizantes, não pagava ICMS antes do corte.

Com toda a pressão, o governo havia criado uma força-tarefa com secretários para analisar a redução linear dos 20% de benefícios. A decisão pelo congelamento, contudo, foi de Doria.

O governo se ampara na Lei de Responsabilidade Fiscal, que considera alíquotas abaixo daquela padrão do ICMS, 18%, benefícios fiscais.

Nas contas da Fiesp, contestadas pelo governo, teriam aumentos diversos produtos, como couro e calçados (de 3% a 7,4%), eletrônicos (4,4%) comunicação (4%), entre outros.

Com a medida, o Palácio dos Bandeirantes estimava arrecadar cerca de R$ 7 bilhões a mais neste ano, mitigando o rombo de R$ 10,4 bilhões causados pela perda de arrecadação com a pandemia em 2020.

Agora, o regime de emergência se estender até o fim de março. A data coincide com o final da primeira fase do plano estadual de imunização com a vacina Coronavac, contra a Covid-19, que deverá atingir 9 milhões de pessoas --profissionais de saúde, pessoas com mais de 60 anos e grupos vulneráveis.

A eficácia do fármaco será divulgada nesta quinta (7) e o plano, se tudo correr como o planejado pelo governo e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovar a Coronavac rapidamente para esse uso emergencial, começa no dia 25.

A lei do ajuste fiscal já deu outras dores de cabeça a Doria. Um dispositivo permitindo a apropriação do superávit de fundações estaduais para fins de composição do resultado primário do governo foi apontado como um ataque à ciência.

Isso porque uma das entidades afetadas era a Fapesp, que fomenta pesquisas e trabalha no azul. As críticas na comunidade científica foram enormes e Doria, cioso de sua imagem de contraposição ao negacionismo de Bolsonaro, cedeu e assinou um decreto garantindo os recursos da Fapesp.