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DCI online

Site preserva memória de São José

Publicado em 26 novembro 2015

Por Júlio Ottoboni

São José dos Campos - Um grande esforço para resgatar a história de São José dos Campos tem sido feito pelo núcleo de historiadores da Universidade do Vale do Paraíba (Univap), de São José dos Campos, em parceria com a Câmara de Vereadores e a Fundação Cassiano Ricardo.

O resultado foi a criação de um novo site do Pró-memória que já se encontra disponível na rede para os internautas. Esse grupo da Univap já lançou 7 livros sobre a trajetória da cidade, desde sua fundação como aldeamento indígena, a chegada dos padres jesuítas até sua emancipação. O Núcleo de Pesquisa Pró-memória tem por finalidade reunir e catalogar documentações dispersas sobre a história de São José. A intenção é aumentar o grau de confiabilidade das pesquisas sobre o município, além de contribuir para democratizar o conteúdo das pesquisas, deixando as informações públicas e acessível a todos, por meio do acervo digital.

O novo portal trará a documentação digitalizada pelo Núcleo, de 1803 até os dias atuais. Boa parte dos documentos é constituída de manuscritos do século 19 que estão no Arquivo Público do Município, vinculado à Fundação Cultural Cassiano Ricardo. São informações muito procuradas por professores e estudantes, que careciam de fontes confiáveis para suas pesquisas.

A nova página contém a metodologia de pesquisa dos arquivos que foi desenvolvida pelo Núcleo de Pesquisa Pró-memória. Além de uma cronologia de São José dos Campos, com destaque para acervo iconográfico com fotografias e mapas históricos, a relação dos documentos divididos entre públicos e privados inclui os sete volumes da Coleção História e Cidade. O programa Pró-memória São José é de 2004. O Núcleo de Pesquisa Pró-memória, tem sede no Laboratório de Pesquisa e Documentação Histórica da Univap, sob coordenação das professoras doutoras Maria Aparecida Papali e Valéria Zanetti. "A digitalização dos documentos é feita em uma supermáquina de cópias que temos aqui em nosso laboratório, que custa em torno de R$ 150 mil, financiada pela Fapesp. Estagiários do curso de história trabalham no tratamento desses documentos, cuja prática auxilia a formação desses estudantes e também a pesquisa da Universidade", diz Papali. A professora Valéria Zanetti ressalta o acervo oral, que tem reunido informações sobre a fase sanatorial da cidade, fruto de projeto recém-aprovado pela Fapesp, que lhe permitiu criar o Laboratório Cidade e Memória, na Univap.