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Sistema ViiA7 acelera pesquisa na USP

Publicado em 01 dezembro 2011

Estudo sobre periodontia ganha agilidade e precisão com equipamento de PCR Quantitativo em Tempo Real

A doença periodontal, resultante de inflamações nos tecidos das gengivas e nos ossos da boca, pode levar à perda dos dentes. Um tratamento revolucionário, porém, pode surgir em breve como resultado de estudos que estão sendo desenvolvidos por pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP.

As pesquisas mostraram que um sistema de proteínas existente no sangue, chamado renina-angiotensina (SRA), pode ajudar nos novos tratamentos da periodontite, uma vez que as proteínas do SRA também foram encontradas no tecido gengival. "A ideia é fazer a liberação no tecido periodontal de medicamentos específicos que afetam o SRA, sem os efeitos colaterais das drogas administradas para baixar a pressão arterial", diz o professor Carlos Ferreira dos Santos, coordenador da pesquisa. Nesse contexto, os pesquisadores também buscam quantificar a expressão de genes que integram a via do SRA e que possam ser modulados por esses fármacos.

Dois anos mais cedo

O projeto teve início em 2004, com previsão de ser concluído por volta de 2015. Mas isso deve ocorrer bem antes. A mudança de expectativa se deve ao fato de a equipe da FOB ter adotado, em fevereiro deste ano, o q-PCR ViiA7, o mais moderno sistema para PCR Quantitativo. "Creio que conseguiremos acelerar em pelo menos dois anos esses estudos", afirma o professor Santos.

Antes do ViiA7, a equipe da FOB utilizava equipamentos que permitiam fazer a quantificação de proteínas usando grupos de no máximo 48 amostras e ainda era preciso recorrer a outros sistemas para confrontar os resultados, segundo Thiago Dionísio, especialista do Laboratório de Farmacologia da FOB. "Com o Viia7 foi possível estabelecer protocolos para quantificação de sequências nucleotídicas e determinar quanto os tratamentos realizados na região gengival estão modulando os genes que integram o SRA local. O sistema de q-PCR ViiA7 permite gerar resultados com alta precisão, sensibilidade e em tempo recorde, uma vez que o equipamento permite avaliar 96 ou 384 amostras durante uma corrida", diz Dionísio. Ele afirma que a dependência em relação a outros laboratórios também se inverteu. "Alunos e pesquisadores de outras faculdades passaram a utilizar o ViiA7™ em seus trabalhos, já que o equipamento foi adquirido por meio de financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) na classificação Equipamentos Multiusuários."