Notícia

O Reporter

Sistema pneumático promete melhorar a qualidade da indústria de móveis

Publicado em 10 maio 2011

SÃO PAULO (Fapesp) - Um trabalho realizado pelo Laboratório de Madeira e Produtos Derivados (LMPD) do Centro de Tecnologia de Recursos Florestais (CT-Floresta), no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), tem auxiliado a indústria moveleira a melhorar a qualidade e a vida útil de seus produtos, especialmente dos itens voltados a escritórios e centros de convenção, que frequentemente são objeto de licitações públicas e de compras corporativas.

Por meio de um sistema com dispositivos pneumáticos, válvulas proporcionais, um controlador lógico programável e uma central de ar comprimido, pesquisadores e técnicos do IPT simulam condições de uso para cada peça de mobiliário, verificando se o produto atende aos requisitos das normas de ensaio, seja da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ou normas internacionais, em termos de resistência mecânica e durabilidade (resistência à fadiga).

São submetidos a esses testes cadeiras, mesas, armários, estações de trabalho, gaveteiros e assentos para anfiteatros ou estádios, entre outros.

Segundo o pesquisador Mario Achilles Leoni, uma cadeira giratória, por exemplo, é testada com 260 mil ciclos de aplicação conjugada de forças no assento e no encosto, reproduzindo o movimento de sentar e levantar simulado pelo dispositivo pneumático, o que leva de 45 a 60 dias. “Os testes são contínuos durante os dias da semana”, disse.

Um braço de cadeira passa por teste de 60 mil ciclos de aplicação de força. Os equipamentos também ensaiam a abertura de portas de armários e gavetas. No caso das portas, o ensaio dura 30 dias, com 80 mil ciclos de abertura e fechamento.

Para atender aos requisitos das normas, os produtos de qualidade devem terminar a sequência de ensaios em condições normais de utilização. A força máxima utilizada nos testes de mobiliário é 2000 N (200 kgf).

No laboratório também são executados ensaios que verificam a estabilidade e resistência a impactos, assim como são analisadas as dimensões dos móveis e de seus componentes.

“Cada produto passa por uma bateria de 10 a 15 testes, em média. E há um conjunto de mais de 20 normas da ABNT, além das estrangeiras, que precisam ser atendidas”, disse Leoni.