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MCTIC - Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

Simpósio amplia conhecimento sobre métodos alternativos ao uso de animais no ensino

Publicado em 17 agosto 2016

O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) realiza o simpósio Métodos Alternativos ao Uso de Animais no Ensino, de 5 a 6 de outubro, em São Paulo (SP). O prazo para submissão de trabalhos está aberto até 19 de setembro. A ideia é compartilhar experiência para construir modelos de educação que atendam a demandas éticas, legais e sociais.

"A proposta do simpósio é conhecer experiências de docentes e pesquisadores brasileiros que trabalham com essas técnicas no ensino em diversas áreas e formar um núcleo de participantes em métodos alternativos, a fim de formar futuros disseminadores de sua relevância para a melhora da educação", explica a coordenadora do Concea, Monica Levy Andersen.

Ela acredita que o evento ajudará a fundamentar bases éticas no aprendizado para uma nova geração de produtores de conhecimento. "O Brasil precisa estar mais ciente sobre métodos alternativos ao uso de animais. Pesquisadores e professores não podem mais alegar desconhecimento de normativas sobre animais de laboratório publicadas pelo território nacional."

Até 19 de setembro, o simpósio recebe submissões de trabalhos para apresentações tradicionais – orais e em forma de pôster –, workshops, palestras de cinco minutos sobre experiências e exposição de modelos na Feira de Métodos Alternativos ao Uso de Animais no Ensino. Inscrições podem ser feitas pelo portal da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Transição

O Concea aprovou 17 métodos alternativos ao uso de animais. Formalizada em setembro de 2014, a lista inaugurou o processo de reconhecimento de técnicas sugeridas por entidades como o Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (BracVAM) ou por estudos colaborativos internacionais publicados em compêndios oficiais. A norma estipula cinco anos para substituição do uso de animais. Para calcular o período, a instância projetou o tempo necessário para adequação da infraestrutura laboratorial e capacitação de recursos humanos demandados pelos ensaios substitutivos.

Já em fevereiro de 2016, o Concea publicou no Diário Oficial da União a Diretriz Brasileira para o Cuidado e a Utilização de Animais em Atividades de Ensino ou de Pesquisa Científica (DBCA), documento sobre responsabilidade institucional que dá respaldo legal à objeção de consciência. "Esse é um passo fundamental rumo a uma prática pedagógica mais moderna", avalia Monica.

Realizado pelo Concea em parceria com a UFG e a Universidade de São Paulo (USP), o simpósio tem apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e conta, ainda, com a colaboração das universidades federais de São Paulo (Unifesp) e do Paraná (UFPR).

Criado em 2008, o Concea é uma instância colegiada multidisciplinar de caráter normativo, consultivo, deliberativo e recursal. Dentre as suas competências destacam-se o credenciamento das instituições que desenvolvam atividades no setor e a formulação de normas relativas à utilização humanitária de animais com finalidade de ensino e pesquisa científica, bem como o estabelecimento de procedimentos para instalação e funcionamento de centros de criação, de biotérios e de laboratórios de experimentação animal.

Serviço

Evento: Simpósio Métodos Alternativos ao Uso de Animais no Ensino

Data: 5 e 6 de outubro de 2016

Local: Auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP

Endereço: Rua do Lago, 876, Butantã

Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: MCTIC