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Brasil Energia

Shell mantém compromissos de investimento no Brasil

Publicado em 09 agosto 2017

O presidente da Shell Brasil, André Araújo, afirmou que a companhia mantém firmes seus compromissos de investimento no país, apesar da turbulência política. “A geologia brasileira é muito especial, e temas importantes da agenda regulatória estão progredindo bem”, disse o executivo a jornalistas, após almoço promovido pela Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena), nesta quarta-feira (9/8), no Rio de Janeiro.

Questões como a renovação do Repetro e licenciamento ambiental permanecem, porém, em uma zona nebulosa. Ontem, o relator na Câmara dos Deputados do projeto de lei que altera o processo de licenciamento ambiental aprovou seu novo texto, reduzindo o prazo para emissão de licenças. A proposta deve, no entanto, enfrentar forte resistência, a começar pelo Ibama, que já emitiu um parecer questionando sua constitucionalidade.

“Precisamos entender todos os lados da equação. Entendo a preocupação do Ibama em ter cautela, mas é importante que a indústria tenha mais previsibilidade”, observou Araújo.

Leilão

Sem detalhar a estratégia da empresa para a 14ª Rodada de licitações de blocos exploratórios, que acontecerá no fim de setembro, Araújo mencionou que há bastante movimentação no setor em relação ao leilão e que a companhia está avaliando técnica e comercialmente as áreas que serão ofertadas.

“Em seguida, ranquearemos os melhores projetos e faremos uma comparação de atratividade com outros empreendimentos que o grupo tem como opção de investimento”, explicou.

Além de sócia da Petrobras nos campos de Lula e Sapinhoá e no prospecto de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, a Shell é operadora do bloco BC-10, onde está localizado o Parque das Conchas, e dos campos de Bijupirá e Salema, na Bacia de Campos, bem como de ativos na Bacia de Barreirinhas.

São ao todo 18 projetos de exploração e produção no país, incluindo 12 FPSOs, sendo dez em parceria com a Petrobras. “O Brasil está entre os três maiores países na área de E&P da Shell. Espero que venhamos a ter mais ativos operados no país”, disse Araújo.

FLNG

Em discurso na abertura do evento de comemoração aos 55 anos da Sobena, o presidente da Shell destacou que o FLNG (Unidade Flutuante de Liquefação de Gás Natural) do campo de Prelude, na Austrália, chegou recentemente à locação. Segundo o executivo, a aplicação desse tipo de solução no pré-sal brasileiro não está descartada.

“O Brasil tem grandes volumes de gás que precisam ser monetizados, e o fato de termos essa experiência no exterior sempre entra em nossas análises quando pensamos em projetos com maiores quantidades de gás natural”, comentou.

P&D

Araújo assinalou que a Shell pretende investir R$ 120 milhões em pesquisa e desenvolvimento no Brasil em 2017 e que as metas de investimento na área continuarão a crescer.

Desde 1998 até o final de 2016, a Shell (incluindo a BG) investiu cerca de R$ 290 milhões no país a partir de receitas geradas por campos de produção que pagam Participação Especial, conforme previsto pela Cláusula de P&D da ANP.

Entre os projetos em curso estão o do veículo autônomo submarino (AUV) Flatfish, desenvolvido em parceria com o Senai Cimatec, na Bahia, e do Centro de Pesquisas em Gás e Novas Energias, com a Fapesp.