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Jornal da Manhã (Marília, SP) online

Sgarbi integra publicação de alto impacto

Publicado em 02 outubro 2010

Como continuidade do seu estudo individual sobre o hipertireoidismo subclínico, onde o endocrinologista de Marília, José Augusto Sgarbi, comprovou a relação entre este desequilíbrio orgânico e o aumento do risco de morte, ele integrou uma equipe de 21 pesquisadores internacionais para comprovar a mesma relação no caso do hipotireoidismo subclínico. A pesquisa foi publicada em setembro no JAMA (Jornal da Associação Médica Americana), a terceira revista médica de maior impacto no mundo.

O estudo foi uma junção das pesquisas desenvolvidas pelos 21 médicos, sendo eles da Europa (Itália, Holanda e Suíça), Japão, Estados Unidos, Austrália e Brasil. Como resultado dos 55 mil pacientes analisados de maneira criteriosa, comprovou-se que o hipotireoidismo subclínico merece atenção médica para tratamento precoce com o objetivo de evitar a elevação do risco de morte.

Sgarbi já havia comprovado que mesmo ainda na forma subclínica (assintomática), o hipertireoidismo afeta o coração, aumentando o risco de morte em até três vezes. A partir da formação desse estudo populacional mais abrangente em conjunto com 20 pesquisadores de todo o mundo, foi concluído o aumento de chance de óbito quase duas vezes maior em pacientes com hipotireoidismo subclínico, em especial na faixa etária dos 60 aos 75 anos de idade.

Isso significa que se antes a classe médica indicava o tratamento apenas quando os pacientes já apresentavam alterações clínicas e laboratoriais mais acentuadas, deverá passar a tratar também pacientes assintomáticos com alterações hormonais mais leves. Em jovens a relação entre o hipotireoidismo subclínico e o aumento do risco de óbito não foi demonstrada.

"Enquanto o hipertireoidismo afeta o coração por arritmia cardíaca, o hipotireoidismo afeta o mesmo órgão por risco de infarto, mesmo em pacientes assintomáticos (fase subclínica)", mencionou Sgarbi.

O estudo mundial ganhou proporções ainda maiores ao ser publicado no JAMA. De acordo com o endocrinologista, de oito mil trabalhos que esta revista médica recebe por ano, 85% são rejeitados imediatamente. E dos demais analisados, apenas 6% conseguem a publicação.

"O impacto é imediato dentro da comunidade médica científica", ressaltou Sgarbi. Ele informou que a revista médica brasileira de maior impacto tem um índice de 1 e que no mundo as consideradas com alto impacto estão acima do índice 10. "O JAMA tem um impacto de 28, estando entre as três revistas médicas de maior impacto que existem".

A pesquisa integrada por Sgarbi, novamente com o apoio da Fapesp (Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo), foi publicada no último dia 20 de setembro. Pelo destaque do material, foi incluída pelo próprio JAMA uma mensagem direcionada aos pacientes em uma página pública do seu site, o que não é comum a todas as edições.