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Setores público e privado debatem competitividade da economia paulista

Publicado em 25 abril 2013

Braskem, Caterpillar, Dell, GE, IBM, John Deere, Lojas Americanas/B2W Digital, Mercedes-Benz, Oi Telecom, Pepsico, Telefônica/Vivo, Volkswagen, 3M do Brasil, Brain, Fapesp, IPT, Emplasa, Desenvolve SP, Cetesb, Fecomércio, Sinditextil, Sidipeças, Sebrae, Abiquin. Essas são apenas algumas das empresas e instituições que participaram, nesta quinta-feira, 25 de abril, das primeiras reuniões das câmaras temáticas do Conselho Paulista de Competitividade no Bourbon Convention Ibirapuera, em São Paulo, capital.

No total, cerca de 350 participantes compareceram aos debates que aconteceram durante todo o dia nas seis câmaras temáticas do Conselho, criadas para identificar as demandas do setor privado, mapear os programas, projetos e ações do governo estadual e sugerir mudanças ou novas propostas de melhoria da competitividade para o Governo de São Paulo.

“Governo e sociedade não são dois entes separados, eles precisam trabalhar juntos. Vamos criar uma agenda positiva a partir dessa janela de oportunidade única criada por meio dessas câmaras temáticas”, disse o presidente da Investe SP, Luciano Almeida.

Na primeira rodada de reuniões, Almeida apresentou um levantamento sobre os programas, projetos e ações realizados no âmbito do governo estadual relacionados a cada um dos seis temas que norteiam os trabalhos das câmaras. Os participantes de cada câmara têm, agora, até o dia 13 de maio para avaliarem esses programas e, juntamente às instituições que representam, enviarem propostas para melhorias ou sugestões para criação de novos projetos. A partir daí, serão elencadas as iniciativas prioritárias que devem ser tomadas em cada uma dessas seis frentes de atuação:

1. Desburocratização – fará propostas para eliminar os entraves existentes à abertura e fechamento de empresas no Estado;

2. Promoção à competitividade – vai avaliar as políticas existentes de incentivo à iniciativa privada, sugerindo o que pode ser feito para melhorar o sistema tributário e os marcos regulatórios;

3. Formação de recursos humanos – mapeará os gargalos setoriais e regionais de mão de obra qualificada, propondo soluções;

4. Inovação – discutirá mecanismos para fomentar a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias, aproximando ainda mais a iniciativa privada do setor acadêmico;

5. Infraestrutura – analisará as condições de fornecimento de gás, água, energia e telecomunicações no Estado, sugerindo o aprimoramento dessas condições;

6. Logística – verificará a atual situação dos portos, aeroportos, hidrovias, ferrovias, dutovias e rodovias do Estado, identificando os gargalos e as melhorias que devem ser realizadas.

As propostas que nascerão dessas câmaras serão avaliadas durante as reuniões trimestrais do Conselho Paulista de Competitividade, cujo objetivo é estruturar o Programa Paulista de Competitividade, o Compete São Paulo, e elaborar a “carta paulista”, que será destinada ao governo federal e vai apresentar as ações necessárias, no âmbito federal, para melhoria do ambiente competitivo brasileiro.

A próxima reunião das câmaras temáticas está agendada para junho, quando serão debatidas as sugestões apresentadas pelo setor privado.

Sobre o Conselho

Criado em 11 de março de 2013 pelo decreto estadual número 58.956, e presidido pelo governador do Estado, o Conselho reúne 40 representantes do setor privado e oito dirigentes de órgãos públicos. Para que os debates e estudos sejam sistemáticos e organizados, o Conselho conta com o trabalho dessas câmaras temáticas.

Foi atribuído o cargo de vice-presidente do Conselho ao secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Nesta quinta-feira, o secretário em exercício, Luiz Carlos Quadrelli, fez a abertura das reuniões das câmaras.

Já a secretaria executiva do Conselho cabe à Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade, Investe São Paulo. A agência é responsável por organizar e estruturar as reuniões das câmaras e do Conselho, além de realizar o contato com os conselheiros e compilar as informações obtidas nos encontros.

Sobre a Investe São Paulo

A Investe São Paulo é a porta de entrada das empresas que pretendem se instalar no Estado, além de estimular a expansão de empreendimentos que já estão em São Paulo. A agência, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, fornece, gratuitamente, informações estratégicas que ajudam os investidores a encontrar os melhores locais para os seus negócios e facilita o contato das empresas com órgãos públicos e privados.

Estão ainda entre as atribuições da Investe São Paulo recepcionar delegações estrangeiras, apresentar as oportunidades de investimento no Estado, prospectar novos negócios, disponibilizar informações que contribuam para o desenvolvimento de São Paulo, além de promover a imagem do Estado no Brasil e no exterior como destino de investimentos. Para mais informações, acesse www.investe.sp.gov.br.

Autor: Redação

Fonte: Investe SP