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Setor tem salto médio de 30%

Publicado em 29 outubro 2011

Proprietário da empresa Meta Tecnologia, o presidente da Comtec, Leandro Pereira Martins, diz que, mesmo que ainda não haja cultura inovadora consolidada no Estado, as indústrias da tecnologia alcançam resultados positivos. Nono no ranking nacional do setor, Goiás tem empresas de ponta, com reconhecimento internacional, como Politec, Tron, Neokoros e LG Informática. Em 2010, o setor registrou um salto médio de 30%, fechando com uma movimentação de, aproximadamente, R$ 1 bilhão.

Ao mesmo passo, os cases de sucesso ganham mercados pelos continentes. Os stents coronários desenvolvidos pela Scitech Medical levaram os brasileiros a dominarem o mercado na América Latina e a conquistarem clientes da Europa e Oriente Médio. Atualmente, 32 países compram o dispositivo metálico, usado para tratar pacientes cardíacos a partir do estreitamento das artérias, fabricado no País.

Comandada por Melchíades Cunha Neto, a indústria, que tem como foco a fabricação de dispositivos médicos invasivos, conquistou o Prêmio Finep de Inovação Nacional, na categoria média empresa, em 2008. Com investimentos anuais de 30% em pesquisas e desenvolvimento, Neto afirma que quer mais e aguarda a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda em dezembro, para colocar no mercado um novo produto.

Novo produto

A aposta agora é no stent coronário farmacológico, que potencializa o tratamento e evita em até 93% a necessidade de novas intervenções. Resultado de pesquisa que teve o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Financiadoras de Estudos e Projetos, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (Finep) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), o produto vai ampliar os horizontes da indústria. Nos próximos dois anos, Neto espera que o faturamento aumente 50%.

Presidente do Conselho de Desenvolvimento Tecnológico, da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), ele avalia que é impossível uma empresa ter longevidade sem se preocupar com a inovação. Para Neto, um passo importante foi a aprovação da Lei do Bem (11.196), em novembro de 2005, que propõe incentivos fiscais para a área tecnológica e se destina para todas as empresas que aplicam em inovação.

O que, segundo ele, ao mesmo tempo, mostra o atraso do País. "Em países desenvolvidos, os investimentos em tecnologia e pesquisa estão consolidados há décadas."