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Circuito Liberdade

Sétima Edição do Festival Musimagem no CCBB BH será virtual e repleta de tecnologia

Publicado em 25 agosto 2021

Nas (multi)telas, a indefinível beleza dos sons. De 23 a 29 de agosto, o Festival Musimagem (festival.musimagembrasil.com) chega à sétima edição, desta vez, totalmente online, e com investimento em inúmeras ferramentas tecnológicas. Em 2021, o evento – que integra a programação de aniversário de 8 anos do Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB, em Belo Horizonte – apresentará atrações que despertarão o interesse não apenas dos profissionais da área, mas, também, do público, sempre apaixonado pela criação de trilhas sonoras, arte que, há décadas, compõe cenas, constrói histórias, e, claro, eterniza lembranças. Nos “palcos virtuais” da programação deste ano, destaque para convidados nacionais, como Edu Lobo e Wagner Tiso, e internacionais, a exemplo de compositores como Heitor Pereira (Angry Birds; Smurfs; Minions), John Ottman (X-Man; Superman, o retorno), Bruce Broughton (Silverado), Richard Band (Re-Animator – A hora dos mortos vivos), Craig Safan (O último guerreiro das estrelas; Cheers), Ivan Martínez Lacamara e Manel Santisteban (A casa de papel). Toda a programação é gratuita.

Única e mais importante iniciativa do gênero no continente americano, o Festival sedimenta-se, ano a ano, como importante referência para espectadores e profissionais que atuam, nas searas da imagem e da música, com trilhas musicais de obras audiovisuais no cinema, na TV, nas séries, nos games, na publicidade e no jornalismo. Tal presença tem sido cada vez mais destacada pela imprensa especializada, tanto no Brasil quanto no exterior, conforme ressaltado pelo jornalista Gorka Oteiza, responsável pelo site SoundTrack Fest (https://soundtrackfest.com) – dedicado aos festivais de trilhas sonoras pelo mundo –, que teceu grandes elogios ao Musimagem e lhe deu visibilidade internacional.

“Em 2015, quando nosso evento surgiu, não sabíamos que seríamos o único do gênero nas Américas. Em 2019, ao recebermos Gorka, tivemos a notícia do ineditismo e pioneirismo”, conta o compositor e músico Marcos Souza, idealizador do Festival Musimagem. Em 2021, o evento dá sequência a sua trajetória de sucesso, ao fazer história, inovar e abrir novas frentes de trabalho e conhecimento – desta vez, por meio de iniciativas tecnológicas. Segundo Souza, buscou-se ampliar ainda mais a abrangência de públicos e a participação de convidados internacionais. “Além disso, a nova plataforma do Festival conta com games interativos e realidade aumentada (RA)”, destaca. Parceira de todos os festivais, a Orquestra Ouro Preto realizará concerto, justamente, com inserções de RA.

“Em 2020, fizemos uma edição totalmente on-line, mas apenas baseado no presencial. Lives e debates importantes, concerto etc. Neste ano, não bastaria transportar ao virtual o que já fazíamos, e nos mantermos nesse caminho. Como criadores, pensamos em algo realmente diferente, tecnológico”, ressalta Marcos Souza, ao falar do “novo Festival Musimagem”, que, conforme revelado, contará com games interativos, nova plataforma, debates e encontros com número ainda maior de convidados internacionais: “Uma nova era chega ao Festival, que promete divertir, informar, interagir e mergulhar ainda mais no mundo das trilhas sonoras”. Importante destacar, por fim, que, durante toda a programação do evento, o público poderá participar, gratuitamente, de uma série de cursos.

“O CCBB apoia o Festival Musimagem desde sua criação, em 2015. Para comemorar nosso oitavo aniversário, a sétima edição do Festival tem como destaques a inovação e a tecnologia. Já oferecíamos conteúdo virtual ao público, mas os recentes desafios nos impulsionaram em busca de novas possibilidades e formatos artísticos. Acreditamos que o Festival Musimagem possa entregar ao público uma nova experiência cultural”, ressalta a Gerente Geral do CCBB Belo Horizonte, Gislane Tanaka.

Ineditismo tecnológico

Uma das novidades da sétima edição do Festival Musimagem ocorrerá, de forma totalmente on-line, com apoio das novas ferramentas de tecnologia. Trata-se da primeira sala de cinema virtual da América Latina, onde os usuários poderão entrar, simultaneamente, para assistir a curtas-metragem e interagir entre si, já que a experiência é de acesso multiusuário, e com caráter interativo, por meio de chat e do uso de emojis. A sala propõe a simulação de um cinema real, com direito a escolher seu avatar, pegar a pipoca e a poltrona na qual assistirá ao filme. Vale, também, tirar selfie no cinema!

A abertura do Festival, por sua vez, contará com duas ativações de jogos – “Passeio virtual” e “A música certa para a cena certa” –, que propõem um mergulho no universo da produção audiovisual das trilhas, músicas e do trabalho de pós-produção realizado nos estúdios. “As tecnologias imersivas, aliadas ao uso da câmera 360º, convidam a experiências únicas, que chamam a caminhar por espaços múltiplos e simulados”, conta o músico e compositor Tim Rescala, diretor da Musimagem e responsável pela concepção das iniciativas interativas do evento.

Jogo imersivo, o “Passeio virtual” oferece a possibilidade de o usuário conhecer os processos de pós-produção de áudio de um filme. Ao assumir o papel de produtor, o usuário realiza interação em 1ª pessoa, e acompanha diferentes profissionais de pós-produção de áudio, que precisarão de sua ajuda para “levar” o filme a cada etapa da finalização sonora: foley, música e edição de som, além da mixagem final. Por meio de equipamentos de imersão, como a câmera 360º, o público tem a sensação de estar dentro dos estúdios dos musimágicos, numa experiência que oferece interação com o universo da música e a possibilidade de acompanhar, virtualmente, a forma como é realizado o trabalho da criação de áudio em um filme.

No game “A música certa para a cena certa”, o usuário escolhe as músicas adequadas para várias cenas de filmes, divididas em diversos gêneros (terror, comédia, romance etc). São apresentadas várias opções de trilhas sonoras, sendo apenas a correta. Selecionada a música, a resposta certa é revelada, e o usuário avança à próxima cena. Ao final, o usuário poderá compartilhar, nas redes sociais, o quanto é entendido, ou não, de trilha sonora. Será que você tem talento para se tornar um musimágico?

O encerramento do Festival contará com a Orquestra Ouro Preto, em concerto no qual será possível inserir momentos de realidade aumentada, que dialogam com os temas tocados pelos músicos, de maneira a permitir maior integração entre o real e o virtual. “Dado o momento em que estamos, obrigados a nos manter distantes, a tecnologia constrói uma ponte capaz de nos aproximar, e possibilita novas maneiras de comunicar e interagir”, destaca Marcos Souza.

Prêmio Remo Usai homenageia Sergio Saraceni

Em 2021, o Troféu Remo Usai de Música Para Imagem homenageia Sergio Saraceni. Compositor, arranjador e produtor, Sergio Saraceni, durante 40 anos, dedicou-se, prioritariamente, à criação de trilhas sonoras para dezenas de filmes, novelas e séries, com destaque para Anos Dourados, Roque Santeiro, A Muralha, Belíssima, Nunca fomos tão felizes, Anchieta José do Brasil, Ao sul do meu corpo e Tenda dos milagres, dentre outros.

Remo Usai, que dá nome ao prêmio, é um compositor de extrema importância para o audiovisual. Fez a música dos filmes Assalto ao Trem Pagador e Boca de Ouro, dentre tantos outros trabalhos. A proposta da premiação é contemplar importantes nomes da história da música original para imagem. Em 2017, Waltel Branco foi agraciado com a honraria; em 2018, foi a vez do multiartista Sérgio Ricardo; em 2019, os compositores Christopher Young e Edino Krieger receberam o prêmio. Em 2020, o Festival prestou homenagem póstuma ao compositor italiano Ennio Morricone (1928-2020).

Festival Musimagem 2021 – Programação

Dia 23/8

20h30 – Abertura do Festival

Lançamento das experiências interativas: a partir deste dia, o público poderá brincar com os novos games de trilhas sonoras do Festival. Trata-se do “Passeio Virtual”, em que se conhece o processo de criação do áudio de um filme, ao acessar um jogo de 360º, que passeia pelos estúdios dos profissionais do áudio. O público poderá brincar, ainda, com as imagens e as músicas certas no game “A música certa para a cena certa”.

Dia 27/8

9h – Inauguração da sala de Cinema Virtual

Exibição de filmes de curta-metragem, com músicas dos compositores da Musimagem, divididos em programação diferente a cada dia. Antes do filme, os compositores contam, de forma sucinta, como as músicas foram criadas e realizadas, aproximando ainda mais os espectadores da música como narrativa da imagem.

10h – Compositores da Europa

Ivan Martínez Lacamara (Espanha)

Manel Santisteban (Espanha)

Luis Ivars (Espanha) – Mediador

Os compositores Ivan e Manel falam do processo criativo e técnico de sua música para a famosa série A casa de papel, da Netflix. Funciona o trabalho de equipe? Como é o set de estúdio para a composição usada? Luis Ivars irá, ainda, abordar a atual situação dos direitos de autor e contratos audiovisuais do mercado digital na Europa.

Ivan Martínez Lacamara (Espanha)

Nascido em Zaragoza, em 1977, em uma família de músicos, começa os estudos musicais aos cinco anos, sob a tutela musical de seus pais. Estuda em diversas escolas de música e no conservatório de Zaragoza, até obter o “Grau Profissional”. Em 1998, cursa pós-graduação em Engenharia de som pela Universidad de Zaragoza, assim como um mestrado em produção e gravação musical na escola CES Madrid, em 1999.Desde esse momento, compôs a trilha sonora de series como Un paso adelante, Los hombres de Paco, Lex, El Barco, Luna el misterio de Calenda, Buenagente, Anclados, Bienvenidos al Lolita, El accidente, Vis a vis (Locked up), El embarcadero (The pier), Sky Rojo e La casa de papel (Money Heist). Em 2020, estreia “Somos la resistencia: La casa de papel en concierto”, no Festival Internacional de Música de Cine de Tenerife (Fimucité), sob a a batuta de Diego Navarro e junto à Orquestra Sinfônica de Tenerife. No mesmo ano, no Festival de Música de Cine de Málaga (Mosma) estreia, em concerto, uma compilação de peças selecionadas entre todas as séries de TV de que participou.

Manel Santisteban (Espanha)

Nascido em Madrid, em 1956, Manel Santisteban foi influenciado e motivado por seus pais, apaixonados por jazz, e pelo irmão mais velho, o compositor Alfonso Santisteban. Autodidata e eclético, estuda pontualmente, também, piano e harmonia, com diversos professores, a exemplo de Valentín Ruiz (Conservatório de Madrid) e Jean Luc Vallet, além da Escuela de Música Clara. Em 1996, junto a Emilio Aragón, passa a trabalhar com a produtora GloboMedia, para a qual compôs a música de mais de 800 episódios de séries de ficção como Médico de Família, Mas que Amigos, 7 vidas, Periodistas, Los Serrano, Un Paso Adelante, Los Hombres de Paco, Defensor 5, Que bello es sobrevivir, El Barco, Lex, Luna el Misterio de Calenda, Anclados, Buen Agente, Bienvenidos al Lolita, Vis a Vis, El Accidente e La Casa de Papel (Money Heist). Como compositor de cinema, trabalhou com Fernando González Molina, nos filmes Fuga de cerebros, Três metros sobre el Cielo e Tengo Ganas de Ti. Com Carlos Theron, em Fuga de Cerebros 2, e, com Alex Pina, em Kamikaze.

Luis Ivars (Espanha) – mediador

Determinado defensor dos direitos dos criadores audiovisuais, Luis Ivars tem lutado pelo justo reconhecimento da área, nacional e internacionalmente, desde a presidência honorária da Musimagem ou da presidência da Federação de Compositores Cinematográficos e Audiovisuais da Europa (FFACE). Membro do conselho da ECSA (European Composers Alliance) e da Spanish Film Academy, atua, desde 2020, como copresidente da Audiovisual Alliance, maior federação espanhola de profissionais e técnicos de AV. Como compositor, destaque-se sua carreira eclética, em grupos como Mediterráneo ou Invisible Dance, e, depois, no cinema, com títulos como Tabarka, Tiempos de Azúcar, La Dama Boba, 22 Ángeles ou Capitán Trueno y el Santo Graial, dentre outros projetos, que lhe renderam três indicações Goya, em 2015, 2016 e 2017. Seu trabalho para museus de todo o país também é notável.

13h – Mulheres no Audiovisual

Atuação da mulher no mercado audiovisual, brasileiro e internacional.

Vivian Aguiar-Buff (Dreamworks)

Amanda Lopes (www.mulheresaudiovisual.com)

Luíza Alvim (pesquisadora)

Rosane Svartman (diretora)

Marion Lemonier (Globo News) – Mediadora

Vivian Aguiar-Buff (Dreamworks)

Nascida em São Paulo (SP), formou-se em cinema, em 2003, na Faculdade Armando Alvares Penteado - FAAP. Começou a produzir música eletrônica em 2005, trabalhando como DJ e tocando em casas noturnas e importantes festivais de música no Brasil e no exterior. Formou-se, então, summa cum laude, em Composição Erudita e Film Scoring na Berklee College of Music, em 2012, chamando a atenção do estúdio de Hans Zimmer, Remote Contro lProductions, onde foi contratada assim que chegou em Los Angeles. Lá, trabalhou diretamente com o compositor Henry Jackman, em filmes como Turbo (2013), Captain America: The Winter Soldier (2014), Big Hero 6 (2014), The Interview (2014) e Kingsman: The Secret Service (2014). Vivian atua na indústria cinematográfica brasileira como compositora de trilhas sonoras, produtora e diretora musical, e se apresenta, constantemente, como regente, ao conduzir suas próprias composições no Brasil, nos EUA e na Europa. Teve a première de uma de suas peças executada pela Hollywood Chamber Orchestra. A compositora é sócia, fundadora e CCO da1M1 Arte, empresa de produção musical especializada no mercado audiovisual. Atualmente, reside em Los Angeles e é Supervisora Musical do estúdio de cinema DreamWorks Animation.

Amanda Lopes (www.mulheresaudiovisual.com)

Fundadora da produtora Fotossíntese Filmes e idealizadora da plataforma Mulheres Audiovisual, é professora de matemática e artes no Governo do Estado de São Paulo. Mestre em Comunicação Audiovisual pela Universidade Anhembi Morumbi (2020), bacharel em Cinema e Audiovisual pela Universidade Anhembi Morumbi (2016), e em Administração de Empresas pela Universidade São Judas Tadeu (2009), tem experiência na área de Artes, com ênfase em Cinema, atuando, principalmente, nos seguintes temas: cinema, mulher, comunicação, curtas-metragens e debates.

Luíza Alvim (pesquisadora)

Doutora em Comunicação (UFRJ), com estágio doutoral na universidade Paris 3, sob orientação de Michel Chion, é, também, doutora em Música (UNIRIO), mestre em Letras (UFF), graduada em Cinema (UFF). Também fez pós-doutorado em Música na UFRJ. Há mais de dez anos, atua como pesquisadora e professora de temas relacionados à música, tendo publicado o livro A música no cinema de Robert Bresson e diversos artigos em revistas acadêmicas e catálogos de mostras de cinema.

Rosane Svartman (diretora)

Dirigiu e escreveu os filmes Como Ser Solteiro (1998) e?Desenrola (2011), e dirigiu Mais Uma Vez Amor (2005) e Tainá 3 (2012). Escreveu as peças Mais uma vez amor, O pacto das Três Meninas e Anjos Urbanos, e, com Lirio Ferreira, dirigiu Eu te Amo, de Arnaldo Jabor. Como escritora, tem livros infantojuvenis lançados pelas editoras Jorge Zahar e Nova Fronteira. Dirigiu séries para os canais GNT, Multishow e Futura. Para a TV Globo, dirigiu os seriados Casseta e Planeta e Garotas do Programa. Como criadora e redatora final na TV Globo, trabalhou nas obras Dicas de um Sedutor (2008), Malhação: intensa como a Vida (2012/3), Malhação Sonhos (2014/15) e nas novelas Totalmente Demais (2015/16) e Bom Sucesso (2019/20). Tem quatro indicações ao Emmy Internacional e uma ao Rose Do’r. Finaliza, para o cinema, a adaptação de?Pluft, o fantasminha, de Maria Clara Machado, produção em 3D com previsão de lançamento para quando os cinemas reabrirem. Rosane Svartman é doutora em Comunicação/Cinema pela UFF e cofundadora do Núcleo de Cinema Nós do Morro.

Marion Lemonier (Globo News) – Mediadora

Compositora, arranjadora, pianista, cantora e produtora musical francesa, com 39 anos. Estudou música na Université de RennesUHB2 (Bretagne) e Jazz e etnomusicologia na Université de Saint Denis (Paris). Tendo vencido o concurso “Défi jeune” (Prêmio da secretaria cultural da Normandie), pelo projeto “Home Studio Nomade”, para realização de um CD no Brasil, veio ao Rio de Janeiro produzir e gravá-lo, e se fixou na cidade, tornando-se tecladista e produtora musical no cenário artístico carioca. É compositora de trilhas musicais para a TV Globo (Central de jornalismo) desde 2006, principalmente, para Globonews e Globo Repórter. Como instrumentista, já trabalhou em shows e turnês com Katia B, Marcos Cunha, Banda O Furto, do letrista Marcelo Yuka, Marcio Montarroyos, Luka e Vanessa da Matta. Produziu trilhas para vídeos institucionais, para a operadora de celular TIM, com o produtor Marcos Cunha, e para o site de moda carioca Leeloo, com o percussionista Jam da Silva.

Em 2009, ganhou o prêmio Rede Globo de jornalismo, por sua contribuição na série documental Darwin, e, em 2012, o Wladimir Herzog, pela participação no documentário Rubens Paiva, uma história inacabada. Escreveu colunas mensais sobre o programa musical Reason e música eletrônica na revista Audio, Música & Tecnologia, e também fez workshops dos mesmos assuntos na escola de música e tecnologia IATEC. Em 2006, lançou o CD maRIOn, que inclui a participação do trumpetista Marcio Montarroyos na música Mangaratiba. Realizou shows no Rio, na França e em outras cidades da Europa, que serão registrados para a realização do filme de ficção do cineasta frances Lionel Combecau. Em 2015, lançou o disco Terres Rouges/Terras Vermelhas, com shows na França (Paris e Honfleur).

16h – Bruce Brougthon, compositor dos EUA

Compositor de mais de cem trilhas sonoras para filmes, games e séries, foi indicado ao Oscar pela música de Silverado e recebeu oito prêmios Emmy, ao qual teve mais onze indicações. É autor da trilha de O enigma da pirâmide, Perdidos no espaço – o filme, A incrível jornada, Um hóspede do barulho, iQuerida, estiquei as crianças, Tiny Tooni e vários outros. É, também, compositor de músicas de concerto, com peças apresentadas por orquestras em diversas partes do mundo.

Zeh Netto – Mediador

Violonista, compositor e produtor musical, atua no mercado audiovisual e fonográfico desde a década de 1990. Graduado em música na UNIRIO, realizou curso de composição para cinema e TV da Berklee. É autor de dois discos autorais. Ex-presidente da Musimagem Brasil, é dono da produtora Planeta Zen, de som e conteúdo.

Alexandre Guerra – mediador

Alexandre Guerra é compositor, membro da Sociétaires Professionnels (Sacem – France) e WSA (World Soundtrack Academy). Formou-se bacharel em composição para cinema pela Berklee College of Music. Reúne, hoje, mais de 130 produções realizadas em parceria com diretores como Jayme Monjardim, Bruno Barreto, Sérgio Machado, Roberto Moreira e Marcelo Machado, dentre outros. Em sua filmografia como compositor, podemos destacar os longas-metragens O tempo e o vento, Tudo o que aprendemos juntos e Vendedor de Sonhos (indicados na categoria “melhor trilha sonora” no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro) e as séries de TV Maysa (Rede Globo), Dino-Aventuras (primeira série brasileira Disney), e, para canais internacionais, The American Guest (HBO), Sauvés de l’extinction, Chasing Che, Secret Brazil e Across the Amazon.

19h – Compositores brasileiros

Wagner Tiso

Edu Lobo

Felipe Radicetti – Mediador

O musimágico Felipe Radicetti entrevista os compositores Edu Lobo e Wagner Tiso. Os três debatem o processo de criação e produção das trilhas sonoras de Edu Lobo para os filmes O Grande Circo Místico e O Xangô de Baker Street, e, de Wagner Tiso, para os filmes Jango e Os Desafinados.

Wagner Tiso

Pianista, compositor, arranjador e maestro, ao longo dos 60 anos de carreira, lançou mais de 30 discos, criou mais de 3 mil arranjos, compôs mais de 30 trilhas para cinema, TV e teatro, e ganhou mais de 20 prêmios. É um dos mais profícuos arranjadores de orquestra na área popular. Compôs e orquestrou mais de 15 peças, entre concertos, suítes e sinfonias. Criou e dirigiu alguns dos mais emblemáticos espetáculos sinfônicos com grandes nomes da MPB: Milton Nascimento, Gal Costa e Nana Caymmi, dentre outros. Foi fundador do Som Imaginário, um dos mais importantes grupos instrumentais do Brasil, e é um dos integrantes do lendário Clube da Esquina. Firmou parcerias com nomes como Paulo Moura, Egberto Gismonti, César Camargo Mariano e Milton Nascimento, seu parceiro desde a década de 1950. Com Milton, compôs um dos maiores sucessos da MPB contemporânea, Coração de estudante.

Edu Lobo

Compositor de extensa obra reconhecida internacionalmente; para o cinema, Edu compôs a música original de O Grande Circo Místico (Cacá Diegues, 2018), O Xangô de Baker Street (Miguel Faria, 2001), Guerra de Canudos (Sergio Resende, 1997) e Não se Preocupe, nada Vai Dar Certo! (Hugo Carvana, 2011), dentre tantos outros. Em 2017, foi um dos vencedores do 15º Prêmio de Arte, Ciência e Cultura da Fundação Conrado Wessel por sua contribuição à cultura do país.

Felipe Radicetti – Mediador

Organista e compositor, iniciou sua produção audiovisual para TV na Globograph, em 1987, e atuou como maestro e criador de música para publicidade no Estúdio Nova Onda, de 1993 a 2015. Para o cinema, Radicetti compôs a música original para o longa documentário Vidas Descartáveis (Alexandre Valenti, 2018), Histórias da Fome no Brasil (Camilo Tavares, 2017), Meu Nome é Jacque (Angela Zoé, 2016), Castro Alves (Silvio Tendler, 1998), Anjos do Sol (Rudi Lageman, 2005), Walachai (Rejane Zilles, 2008) e Eu me Lembro (Luiz Fernando Lobo, 2013), dentre outros.

20h30 – Entrega do Prêmio Remo Usai para Sergio Saraceni

Compositor, arranjador e produtor, Sergio Saraceni, durante 40 anos, dedicou-se, prioritariamente, à criação de trilhas sonoras para dezenas de filmes, novelas e séries, com destaque para Anos Dourados, Roque Santeiro, A Muralha, Belíssima, Nunca fomos tão felizes, Anchieta José do Brasil, Ao sul do meu corpo e Tenda dos milagres, dentre outros.

Concerto Musimágicos

Concerto com os compositores de trilhas sonoras nacionais, membros da Musimagem Brasil.

Dia 28/8

10h – Oficina: O que você sente quando ouve isto

Uma das facetas interessantes da música é o grau de subjetivismo que ela oferece ao ouvinte. Contudo, a “música original para imagem” limita um pouco a audição subjetiva. Essa música é composta para ajudar a contar uma história. Em várias situações, ela é composta antes do compositor ver as imagens, tendo um diretor e um roteiro como informação, e a responsabilidade de transmitir o sentimento de vários momentos das narrativas. Nessa oficina, os ouvintes apreciarão músicas, sem exibição das imagens correspondentes, e terão a oportunidade de identificar e debater os sentimentos que imprimem em cada um. Às vezes, tais impressões surpreendem.

Alberto Rosenblit

Compositor, arranjador, orquestrador e produtor musical, estudou com mestres como Wilma Graça (piano), Odette Ernest Dias (flauta), Esther Scliar (teoria e análise) e Ian Guest (harmonia funcional e arranjo). Tem o título de Specialist in Orchestration for Film and TV da Berklee College of Music. Sua carreira autoral se divide entre a música original, que compõe e produz desde 1985, para novelas, minisséries, seriados e programas (tema de abertura do “Programa do Jô”, Agosto, A justiceira, Por amor, Torre de Babel, Laços de família, Mulheres apaixonadas, Mad Maria, JK e A favorita, dentre outros), e seus CDs de produção independente (Alberto Rosenblit & Mario Adnet, Trilhas Brasileiras, De bem com a vida e Mata Atlântica).

13h – Trilhas Musicais de Moacir Santos e debate sobre o livro Entrevistas com Compositores Brasileiros de Música para Audiovisual e Dramaturgia

O livro expõe metanarrativas que permeiam cada uma das entrevistas, para formar um compêndio de como, hoje, se dá parte da produção de trilhas sonoras e trilhas musicais no Brasil, além de apontar para o passado, com vistas à compreensão das principais mudanças ao longo das últimas décadas.

Lucas Zangirolami Bonetti

Músico, compositor, arranjador, produtor, multi-instrumentista e pesquisador. Pós-doutorando em música na USP, doutor e mestre pela Unicamp, realizou estágio na UCLA. Suas pesquisas foram financiadas pela Fapesp e pelo Itaú Cultural. É autor do livro Entrevistas com Compositores Brasileiros de Música para Audiovisual e Dramaturgia. Atuou como professor em instituições como o Núcleo de Música da Prefeitura de Barueri, o Colégio Santa Cruz e a Universidade Anhembi Morumbi.

16h – Ainda faz sentido a gravação de CDs e LPs de trilhas sonoras?

Robert Townson (Canadá/EUA)

Mikael Carlsson (Suécia)

Marcos Souza e João Batista – Mediadores

Robert Townson (Canadá/EUA), CEO da Robert Townson Productions e ex-vice-presidente da Varese Sarabande Records, e Mikael Carlsson (Suécia), compositor, criador e CEO da gravadora MovieScore Media, debatem sobre a produção de CDs e LPs de trilhas sonoras, que continua intensa nos Estados Unidos e Europa apesar da queda geral da venda dessas mídias

e do crescimento vertiginoso das plataformas de streaming.

Robert Townson

Foi vice-presidente da Varese Sarabande Records, a maior e mais antiga gravadora de trilhas sonoras, durante cerca de 30 anos, nos quais produziu aproximadamente 1500 álbuns, trabalhando com quase todos os compositores lendários do passado e do presente. Produziu vários concertos ao vivo e, hoje, colabora com a maioria dos principais festivais do gênero em todo o mundo. Townson fundou sua primeira gravadora, Masters Film Music, no Canadá, em outubro de 1985, e seu primeiro lançamento foi A Profecia 3 – O Conflito Final, de Jerry Goldsmith, compositor do qual ele lançaria mais de oitenta álbuns. Townson prossegue sua carreira de sucesso como produtor de apresentações ao vivo e de trilhas sonoras gravadas por sua nova empresa, Robert Townson Productions. Sua mais nova gravação em álbum, Cinema Morricone, que apresenta flautista Sara Andon e o pianista Simone Pedroni, foi lançada em 2019, pela Sony Classical, tendo um follow-up digital em 2020, com o lançamento do single “Return to Life”.

Mikael Carlsson

Mikael Carlsson é um prolífico produtor de trilhas sonoras e de concertos, compositor e arranjador de música para filmes. Desde o lançamento de seu selo especializado em trilhas sonoras, em 2006, Mikael produziu cerca de 500 álbuns de trilhas sonoras, focados, principalmente, em compositores novos e em ascensão. Como produtor de concertos de música para filmes, trabalhou para os festivais internacionais de trilhas sonoras de Cracóvia, Ghent e Códoba, assim como para grandes orquestras ao redor do mundo. Mikael escreveu cerca de 50 concertos, especialmente para coros. Na Suécia, onde nasceu e vive até hoje, também iniciou uma carreira como jornalista e, há 20 anos, tomou a iniciativa de formar a International Film Music Critics Association.

Marcos Souza – Mediador

Compositor de música para audiovisual e pianista, Marcos Souza é o idealizador e diretor executivo do Festival Musimagem, além de sócio-diretor do Atelier Cultural. Produziu e idealizou o filme 3 Irmãos de Sangue. Fez a direção musical do filme Betinho – Uma esperança equilibrista, de Victor Lopez, pela Documenta Filmes, em 2015, e compôs a música para os filmes Henfi, o qual ganhou melhor trilha do prêmio Profissionais da Músical, e o documentário sobre a coreógrafa Angel Vianna. Marcos morou na Espanha e trabalhou na SGAE, além de ter sido consultor musical do Madrid Jazz Festival. Já na Holanda, produziu diversos eventos e se apresentou com cias. de teatro e dança. Como gestor cultural, foi gerente de produtos de rádio e TV da MULTIRIO, diretor musical da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, consultor executivo da Orquestra Ouro Preto, diretor de música da Funarte. Atualmente, é gerente de projetos da Orquestra Petrobras e presidente da Musimagem Brasil.

João Batista Melo – Mediador

Compositor, escritor e diretor, produziu e dirigiu seis filmes de curta-metragem, selecionados para vários festivais no Brasil e no exterior. Seu filme “Tampinha” recebeu o Prêmio de Melhor Curta de Ficção no Festival Internacional de Cine para Niños y Jovenes (Uruguai). É autor da música dos curtas “A janela”, “Um ano novo danado de bom” e “Sozinha com sua alma” (em pós-produção), além de compor trilhas para book trailers. Seus romances e coletâneas de contos venceram vários concursos literários nacionais, entre os quais o “Prêmio Paraná” e duas vezes o “Prêmio Cidade de Belo Horizonte”. É autor da primeira dissertação acadêmica defendida no país sobre o cinema infantil brasileiro.

19h – Música de fantasia, suspense e terror no cinema

Richard Band (EUA)

Compositor das trilhas musicais de mais de cem filmes, além de séries e games nos mais variados gêneros, muitos dos quais de suspense e horror, como a trilha sonora dos filmes da franquia Re-Animator (A hora dos mortos vivos), Mutante, Troll – O mundo do espanto, Puppet Master (Bonecos da morte), Dragão de estimação (Dragonworld), e vários episódios da série Stargate SG-1. Criador de música para dezenas de filmes dos gêneros thriller e horror, é um dos mestres do gênero, mas, em sua carreira, destacam-se, também, composições para gêneros diversos, como comédia, filmes familiares, animações e filmes de fantasia. Tendo participado de grupos de rock na Europa, durante os anos 1960, voltou para os EUA na década de 1970, quando passou a se dedicar às trilhas sonoras. Foi um dos primeiros compositores de Hollywood a compor música para games, incluindo Stonekeep, Casper, Waterworld, Star Trek: Judgment Rights e Clayfighter. Além de várias outras premiações, Richard Band foi indicado ao Emmy pela trilha da série Masters of Horror (Mestres do Terror).

20h30 – Quatro décadas de trilhas para filmes e séries em Hollywood

Craig Safan (EUA)

Ao longo de 40 anos, o compositor Craig Safan compôs trilhas sonoras para dezenas de filmes e séries, como os longa-metragens O último guerreiro das estrelas (The Last Starfighter), o icônico A hora do pesadelo IV (Nightmare on Elm Street IV), Remo, armado e perigoso (Remo Williams), Pelotão em apuros (Major Payne), e as séries Cheers, Histórias maravilhosas (Amazing Stories), Além da Imaginação (The New Twilight Zone) e Contos da Cripta (Tales from the Crypt). Indicado ao Emmy, recebeu oito vezes o prestigiado prêmio ASCAP, além de outras premiações nos Estados Unidos e na Europa. Já foram lançados mais de 50 álbuns com suas obras para o cinema e em outros gêneros. Seu mais recente trabalho, L.A. Ex, declaração de amor de Craig a Los Angeles, sua cidade natal, foi lançado em julho de 2021.

Dia 29/8

10h – Festivais de Trilhas Sonoras – Passado, Presente e Futuro (Film Music Festivals – Past, present, and future)

Robert Piaskowski (Polônia) – Diretor do festival de Cracóvia (Krakow FMF)

Diego Navarro (Espanha) – Compositor, regente e diretor artístico do festival Fimucité, realizado na Ilha de Tenerife.

Marcos Souza (Brasil) – Idealizador e diretor geral do Festival Musimagem Brasil

Gorka Oteiza (Espanha) – Mediador – Editor do site SoundtrackFest

Robert Piaskowski (Polônia)

O polonês Robert Piaskowski é produtor cultural, educador e sociólogo. Atualmente é Plenipotenciário da Prefeitura de Cracóvia para a Cultura, representando a cidade nas relações com organizações internacionais no campo da cultura. Foi responsável pela organização dos mais importantes eventos internacionais em Cracóvia e é co-fundador e diretor artístico do FMF - Krakow FilmMusic Festival.

Diego Navarro (Espanha)

Diego Navarro nasceu em Tenerife, na Espanha. Compositor, estreou sua primeira obra aos 13 anos. Futuramente dedicando-se à música para cinema, foi autor das trilhas sonoras de filmes como “Atrapa la Bandera” e “El Fotógrafo de Mauthausen”. Seus trabalhos em cinema receberam importantes nominações e prêmios internacionais como “World Soundtrack Awards” ´e “IFMCA Awards”, além das indicações para o Premio Gaudi, da Catalunha, e o Premiio de la Música para el Audiovisual Español. Como maestro tem sido convidado para reger concertos e álbuns em vários festivais internacionais. Sua obra como regente e compositor foi registrada em diversos álbuns de prestigiadas gravadoras do gênero como Varèse Sarabande e Quartet Records. É o diretor e o criador do FIMUCITÉ, Festival Internacional de Música de Cine de Tenerife (www.fimucite.com), que já está em sua 15ª edição e é o mais antigo festival de trilhas.

Marcos Souza (Brasil)

Compositor de música para audiovisual e pianista, Marcos Souza é o idealizador e diretor executivo do Festival Musimagem, além de sócio-diretor do Atelier Cultural. Produziu e idealizou o filme 3 Irmãos de Sangue. Fez a direção musical do filme Betinho – Uma esperança equilibrista, de Victor Lopez, pela Documenta Filmes, em 2015, e compôs a música para os filmes Henfi, o qual ganhou melhor trilha do prêmio Profissionais da Músical, e o documentário sobre a coreógrafa Angel Vianna. Marcos morou na Espanha e trabalhou na SGAE, além de ter sido consultor musical do Madrid Jazz Festival. Já na Holanda, produziu diversos eventos e se apresentou com cias. de teatro e dança. Como gestor cultural, foi gerente de produtos de rádio e TV da MULTIRIO, diretor musical da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, consultor executivo da Orquestra Ouro Preto, diretor de música da Funarte. Atualmente, é gerente de projetos da Orquestra Petrobras e presidente da Musimagem Brasil.

Gorka Oteiza (Espanha)

Gorka Oteiza é fundador e diretor do website de trilhas sonoras SoundTrackFest, fonte independente de informações e referência crescente para festivais, concertos e eventos de música. Nascido em Bilbao (Espanha) e formado em Engenharia da Computação na Universidade Deusto, fez estudos complementares e dois anos de piano, que o fizeram mudar de ideia turmo à música cinematográfica e ao jornalismo. Gorka participou e cobriu muitos festivais europeus da área nos últimos 10 anos (Fimucite, Festival Ubeda, Festival de Cordoba, MOSMA, Krakow Film Music Festival, Hollywood em Viena, Film Music Prague, SoundTrack_Cologne, Prêmio Mundial Soundtrack, ISFMF, Game Music Poland. Colabora com sites e festivais de música espanhola, escreve artigos e resenhas, além de acompanhar eventos ao vivo e cobri shows na Europa e nos EUA.

13h – Oficina sobre criação dinâmica para games: quais os elementos aplicáveis na criação da música dinâmica para um game?

Antonio Teoli (Brasil)

Tido como um dos pioneiros na indústria de áudio para games no Brasil, tem 34 anos. Desde 2002, já sonorizou quase 500 jogos para consoles PC, mobile e VR. Alguns de seus trabalhos mais expressivos na indústria incluem os jogos Taikodom (premiado duas vezes por sua trilha sonora), NINTENDO Good Job!, Stormbound, Dolmen, Second Life, Jelly Splash, Rock and Rails, Finding Monsters, Bubble Island 2, Tales of Asteria, e a produção da trilha de Metal Gear Solid, executada pela Video Games Orchestra. Em 2017, fundou a Game Audio School, e, em 2019, o The Amazonic, empresa especializada em bibliotecas virtuais, com instrumentos dos indígenas Amazonenses. Atualmente, Teoli reside em Los Angeles, onde compõe para novos games e filmes, por meio de sua empresa, Andromeda Sound.

16h – O processo criativo de Heitor Pereira (Brasil/EUA): duas horas dentro do estúdio do compositor dos filmes Meu Malvado Preferido, AngryBirds, Os Smurfs e muitos outros

Nesta oficina, Heitor vai mostrar como trabalha e como enfrenta os desafios de se criar música original para filmes. Heitor é brasileiro, mas vive nos EUA há muitos anos, tendo já trabalhado com Hans Zimmer e outras estrelas de Hollywood.

Heitor Pereira (Brasil/EUA)

Heitor Pereira descobriu a composição de música para cinema de forma única. Ele havia sido contratado como compositor para o filme As Good As It Gets, mas logo descobriu que suas melodias e arranjos combinavam perfeitamente com trilhas sonoras de filmes. Ele impressionou tanto o produtor James L. Brooks que, no filme seguinte de Brooks, Riding in Cars with Boys, de 2001, Heitor foi co-compositor.

Suas trilhas sonoras originais para filmes The Smurfs, A Little Bit of Heaven, From Prada to Nada, Despicable Me, Nancy Meyers' It's Complicated, The Canyon, Curious George, Curious George 2: Follow That Monkey!, the Disney's hit Beverly Hills Chihuahua, the documentary Running the Sahara, the John Singleton produced Illegal Tender, Dirty Dancing: Havana Nights, e Robert Towne's Ask the Dust. Ele recebeu sete prêmios ASCAP, por Beverly Hills Chihuahua, It's Complicated, e Despicable Me.

Zeh Netto – Mediador

Violonista, compositor e produtor musical, atua no mercado audiovisual e fonográfico desde a década de 1990. Graduado em música na UNIRIO, realizou curso de composição para cinema e TV da Berklee. É autor de dois discos autorais. Ex-presidente da Musimagem Brasil, é dono da produtora Planeta Zen, de som e conteúdo.

19h – A carreira e obra de John Ottman

John Ottman (EUA)

Compositor e editor, recebeu um Oscar de Melhor Edição por Bohemian Rhapsody, baseado na vida de Freddie Mercury. É autor da trilha sonora de dezenas de filmes, como Quarteto Fantástico, X-Man 2, Operação Valquíria, Os suspeitos, Jack, o caçador de gigantes e Superman: o retorno, nos quais foi, também, responsável pela montagem. Entre outras premiações, foi indicado ao prêmio Emmy pela música da série Fantasy Island. Clarinetista desde criança, dedicou-se, na adolescência, a produzir pequenos filmes na garagem de seus pais. Formado em cinema na prestigiada USC Film School, atuou como diretor e produtor.

*As palestras e mesas terão tradução simultânea para o português ou para o inglês, com exceção da mesa “Compositores da Europa”, que terá tradução apenas para o português.

20h30 – Encerramento – Concerto da Orquestra Ouro Preto

Concerto da Orquestra Ouro Preto, com trilhas nacionais e internacionais e inserções de realidade aumentada. Transmissão no YouTube da Orquestra, no YouTube do BB e na plataforma do Festival.

Cursos abertos para profissionais, estudantes e amantes de trilhas sonoras

Dia 23/8, 10h às 12h

Curso 1: “O que é trilha sonora?”

Vamos falar sobre trilha sonora? O que acontece conosco quando assistimos a um filme? Para descobrirmos o que é trilha sonora, vamos precisar voltar aos primeiros dias do cinema mudo e entender como a música foi eleita como o acompanhamento ideal dos filmes; todos os sons que escutamos em um filme estão articulados e enunciam os sentidos da narrativa. O sucesso popular do cinema resultou em um extraordinário desenvolvimento técnico e artístico que deu origem ao que hoje chamamos de trilha sonora.

Professor: Felipe Radicetti

Organista e compositor, iniciou sua produção audiovisual para TV na Globograph, em 1987, e atuou como maestro e criador de música para publicidade no Estúdio Nova Onda, de 1993 a 2015. Para o cinema, Felipe Radicetti compôs a música original para os documentários Vidas Descartáveis (Alexandre Valenti, 2018), Histórias da Fome no Brasil (Camilo Tavares, 2017), Meu Nome é Jacque (Angela Zoé, 2016), Castro Alves (Silvio Tendler, 1998), Anjos do Sol (Rudi Lageman, 2005), Walachai (Rejane Zilles, 2008) e Eu me Lembro (Luiz Fernando Lobo, 2013), dentre outros.

Dia 24/8, 10h às 12h

Curso 2: “Tecnologia musical”

Eis alguns dos temas da oficina: tecnologias necessárias ao compositor de música para imagens; o funcionamento da DAW (Digital Audio Workstation); instrumentos virtuais (VSTs): o que são e como usar; transpondo a música gravada para a partitura; e preparando a gravação com músicos.

Professor: Rafael Vicole

Compositor e maestro paulistano, Rafael Vicole tem obras interpretadas no Brasil e na Europa. Suas composições e seus arranjos já foram interpretados por grupos como Orquestra Ouro Preto, Camerata Filarmônica Brasileira, Coro Osvaldo Lacerda, Orquestra Acadêmica de Suzano, Big Band da Santa Marcelina, Thurzo Sandor (Romênia), Camerata Vitta, Sinfonietta Paulista, Marcelo Vanucci (Tenor), Silviane Belatto (Soprano), Larissa Lima (Soprano), dentre outros. Foi finalista do II Concurso de Composição Ricardo Rizek e do Concurso jovens regentes Eleazar de Carvalho. Como regente, já esteve à frente de importantes grupos, como Filarmônica de Goiás, sob orientação do maestro Neil Thonsom, OSUSP, sob orientação de Nicolás Pasquet, e Bohuslav Martinu Philharmonic, da República Tcheca.

Dia 25/8, 10h às 12h

Curso 3: “Design de som”

Eis alguns dos temas da oficina: o som como elemento narrativo; camadas sonoras; exemplos de construção e transformação narrativa pelo som; a música dentro da trilha sonora; entrega da música para a mixagem; a relação dos elementos da trilha sonora no processo de mixagem; como é uma sessão final de um filme (Pro Tools).

Professor: Fernando Aranha

Graduado em cinema e mestre em design (design de som) pela PUC-Rio, trabalhou como editor, designer de som e compositor em mais de 50 filmes e séries importantes, como Fogaréu (Flávia Neves), La Caja (Lorenzo Vigas), Angel of Hamburgh (Jaime Monjardim), A vida invisível (Karim Ainouz), Medida Provisória (Lázaro Ramos), Unicórnio (Eduardo Nunes), Pluft (Rosane Svartman), Som da rua (Roberto Berliner), Que mundo é esse? (GNews) e Vítimas digitais (João Jardim), dentre outros.

Dia 26/8, 10h às 12h

Curso 4: “Música para cinema”

Eis alguns dos temas da oficina: a história da evolução do som e da música no cinema; a função dramática da música no cinema; a composição temática; técnicas de composição para cinema; estudo de linguagem e de estilo aplicados ao cinema; recursos de sincronismo aplicados à composição musical.

Professor: Alexandre Guerra

Compositor, membro da Sociétaires Professionnels (Sacem – France) e da WSA (World Soundtrack Academy). Formou-se bacharel em composição para cinema pela Berklee College of Music. Reúne, hoje, mais de 130 produções realizadas em parceria com diretores como Jayme Monjardim, Bruno Barreto, Sérgio Machado, Roberto Moreira e Marcelo Machado, dentre outros. Em sua filmografia como compositor, podemos destacar os longas-metragens O Tempo e o Vento, Tudo o que aprendemos juntos e “Vendedor de Sonhos (indicados na categoria “melhor trilha sonora” no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro) e as séries de TV Maysa (Rede Globo), Dino-Aventuras (primeira série brasileira Disney) The American Guest (HBO), Sauvés de l’extinction, Chasing Che, Secret Brazil e Across the Amazon.

Nas (multi)telas, a indefinível beleza dos sons. De 23 a 29 de agosto, o Festival Musimagem (festival.musimagembrasil.com) chega à sétima edição, desta vez, totalmente online, e com investimento em inúmeras ferramentas tecnológicas. Em 2021, o evento – que integra a programação de aniversário de 8 anos do Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB, em Belo Horizonte – apresentará atrações que despertarão o interesse não apenas dos profissionais da área, mas, também, do público, sempre apaixonado pela criação de trilhas sonoras, arte que, há décadas, compõe cenas, constrói histórias, e, claro, eterniza lembranças. Nos “palcos virtuais” da programação deste ano, destaque para convidados nacionais, como Edu Lobo e Wagner Tiso, e internacionais, a exemplo de compositores como Heitor Pereira (Angry Birds; Smurfs; Minions), John Ottman (X-Man; Superman, o retorno), Bruce Broughton (Silverado), Richard Band (Re-Animator – A hora dos mortos vivos), Craig Safan (O último guerreiro das estrelas; Cheers), Ivan Martínez Lacamara e Manel Santisteban (A casa de papel). Toda a programação é gratuita.

Única e mais importante iniciativa do gênero no continente americano, o Festival sedimenta-se, ano a ano, como importante referência para espectadores e profissionais que atuam, nas searas da imagem e da música, com trilhas musicais de obras audiovisuais no cinema, na TV, nas séries, nos games, na publicidade e no jornalismo. Tal presença tem sido cada vez mais destacada pela imprensa especializada, tanto no Brasil quanto no exterior, conforme ressaltado pelo jornalista Gorka Oteiza, responsável pelo site SoundTrack Fest (https://soundtrackfest.com) – dedicado aos festivais de trilhas sonoras pelo mundo –, que teceu grandes elogios ao Musimagem e lhe deu visibilidade internacional.

“Em 2015, quando nosso evento surgiu, não sabíamos que seríamos o único do gênero nas Américas. Em 2019, ao recebermos Gorka, tivemos a notícia do ineditismo e pioneirismo”, conta o compositor e músico Marcos Souza, idealizador do Festival Musimagem. Em 2021, o evento dá sequência a sua trajetória de sucesso, ao fazer história, inovar e abrir novas frentes de trabalho e conhecimento – desta vez, por meio de iniciativas tecnológicas. Segundo Souza, buscou-se ampliar ainda mais a abrangência de públicos e a participação de convidados internacionais. “Além disso, a nova plataforma do Festival conta com games interativos e realidade aumentada (RA)”, destaca. Parceira de todos os festivais, a Orquestra Ouro Preto realizará concerto, justamente, com inserções de RA.

“Em 2020, fizemos uma edição totalmente on-line, mas apenas baseado no presencial. Lives e debates importantes, concerto etc. Neste ano, não bastaria transportar ao virtual o que já fazíamos, e nos mantermos nesse caminho. Como criadores, pensamos em algo realmente diferente, tecnológico”, ressalta Marcos Souza, ao falar do “novo Festival Musimagem”, que, conforme revelado, contará com games interativos, nova plataforma, debates e encontros com número ainda maior de convidados internacionais: “Uma nova era chega ao Festival, que promete divertir, informar, interagir e mergulhar ainda mais no mundo das trilhas sonoras”. Importante destacar, por fim, que, durante toda a programação do evento, o público poderá participar, gratuitamente, de uma série de cursos.

“O CCBB apoia o Festival Musimagem desde sua criação, em 2015. Para comemorar nosso oitavo aniversário, a sétima edição do Festival tem como destaques a inovação e a tecnologia. Já oferecíamos conteúdo virtual ao público, mas os recentes desafios nos impulsionaram em busca de novas possibilidades e formatos artísticos. Acreditamos que o Festival Musimagem possa entregar ao público uma nova experiência cultural”, ressalta a Gerente Geral do CCBB Belo Horizonte, Gislane Tanaka.

Ineditismo tecnológico

Uma das novidades da sétima edição do Festival Musimagem ocorrerá, de forma totalmente on-line, com apoio das novas ferramentas de tecnologia. Trata-se da primeira sala de cinema virtual da América Latina, onde os usuários poderão entrar, simultaneamente, para assistir a curtas-metragem e interagir entre si, já que a experiência é de acesso multiusuário, e com caráter interativo, por meio de chat e do uso de emojis. A sala propõe a simulação de um cinema real, com direito a escolher seu avatar, pegar a pipoca e a poltrona na qual assistirá ao filme. Vale, também, tirar selfie no cinema!

A abertura do Festival, por sua vez, contará com duas ativações de jogos – “Passeio virtual” e “A música certa para a cena certa” –, que propõem um mergulho no universo da produção audiovisual das trilhas, músicas e do trabalho de pós-produção realizado nos estúdios. “As tecnologias imersivas, aliadas ao uso da câmera 360º, convidam a experiências únicas, que chamam a caminhar por espaços múltiplos e simulados”, conta o músico e compositor Tim Rescala, diretor da Musimagem e responsável pela concepção das iniciativas interativas do evento.

Jogo imersivo, o “Passeio virtual” oferece a possibilidade de o usuário conhecer os processos de pós-produção de áudio de um filme. Ao assumir o papel de produtor, o usuário realiza interação em 1ª pessoa, e acompanha diferentes profissionais de pós-produção de áudio, que precisarão de sua ajuda para “levar” o filme a cada etapa da finalização sonora: foley, música e edição de som, além da mixagem final. Por meio de equipamentos de imersão, como a câmera 360º, o público tem a sensação de estar dentro dos estúdios dos musimágicos, numa experiência que oferece interação com o universo da música e a possibilidade de acompanhar, virtualmente, a forma como é realizado o trabalho da criação de áudio em um filme.

No game “A música certa para a cena certa”, o usuário escolhe as músicas adequadas para várias cenas de filmes, divididas em diversos gêneros (terror, comédia, romance etc). São apresentadas várias opções de trilhas sonoras, sendo apenas a correta. Selecionada a música, a resposta certa é revelada, e o usuário avança à próxima cena. Ao final, o usuário poderá compartilhar, nas redes sociais, o quanto é entendido, ou não, de trilha sonora. Será que você tem talento para se tornar um musimágico?

O encerramento do Festival contará com a Orquestra Ouro Preto, em concerto no qual será possível inserir momentos de realidade aumentada, que dialogam com os temas tocados pelos músicos, de maneira a permitir maior integração entre o real e o virtual. “Dado o momento em que estamos, obrigados a nos manter distantes, a tecnologia constrói uma ponte capaz de nos aproximar, e possibilita novas maneiras de comunicar e interagir”, destaca Marcos Souza.

Prêmio Remo Usai homenageia Sergio Saraceni

Em 2021, o Troféu Remo Usai de Música Para Imagem homenageia Sergio Saraceni. Compositor, arranjador e produtor, Sergio Saraceni, durante 40 anos, dedicou-se, prioritariamente, à criação de trilhas sonoras para dezenas de filmes, novelas e séries, com destaque para Anos Dourados, Roque Santeiro, A Muralha, Belíssima, Nunca fomos tão felizes, Anchieta José do Brasil, Ao sul do meu corpo e Tenda dos milagres, dentre outros.

Remo Usai, que dá nome ao prêmio, é um compositor de extrema importância para o audiovisual. Fez a música dos filmes Assalto ao Trem Pagador e Boca de Ouro, dentre tantos outros trabalhos. A proposta da premiação é contemplar importantes nomes da história da música original para imagem. Em 2017, Waltel Branco foi agraciado com a honraria; em 2018, foi a vez do multiartista Sérgio Ricardo; em 2019, os compositores Christopher Young e Edino Krieger receberam o prêmio. Em 2020, o Festival prestou homenagem póstuma ao compositor italiano Ennio Morricone (1928-2020).

Festival Musimagem 2021 – Programação

Dia 23/8

20h30 – Abertura do Festival

Lançamento das experiências interativas: a partir deste dia, o público poderá brincar com os novos games de trilhas sonoras do Festival. Trata-se do “Passeio Virtual”, em que se conhece o processo de criação do áudio de um filme, ao acessar um jogo de 360º, que passeia pelos estúdios dos profissionais do áudio. O público poderá brincar, ainda, com as imagens e as músicas certas no game “A música certa para a cena certa”.

Dia 27/8

9h – Inauguração da sala de Cinema Virtual

Exibição de filmes de curta-metragem, com músicas dos compositores da Musimagem, divididos em programação diferente a cada dia. Antes do filme, os compositores contam, de forma sucinta, como as músicas foram criadas e realizadas, aproximando ainda mais os espectadores da música como narrativa da imagem.

10h – Compositores da Europa

Ivan Martínez Lacamara (Espanha)

Manel Santisteban (Espanha)

Luis Ivars (Espanha) – Mediador

Os compositores Ivan e Manel falam do processo criativo e técnico de sua música para a famosa série A casa de papel, da Netflix